09 de agosto | 2026
Olmos pede cassação de Hial após denúncia de suposta “rachadinha”
NOVA REPRESENTAÇÃO!
Presidente da Câmara afirma ter sido ameaçado durante discussão antes de viagem oficial a Campos do Jordão. Representação foi protocolada no Conselho de Ética e será analisada pelo Legislativo.

A iniciativa foi apresentada dois dias depois de Hial protocolar uma representação contra Olmos, na qual pede a abertura de procedimento disciplinar por suposta quebra de decoro parlamentar, após acusá-lo de envolvimento em um suposto esquema de “rachadinha”. Os dois procedimentos tramitam separadamente e ainda dependem de análise de admissibilidade pela Câmara.
DISCUSSÃO POR VEÍCULO OFICIAL
Segundo Olmos, o episódio ocorreu em 15 de junho, antes da saída da comitiva de vereadores para o Conexidades. O presidente afirma que o Toyota Corolla oficial da Câmara estava reservado para seu uso, mas Hial teria colocado seus pertences no veículo.
Ainda conforme a representação, ao ser informado de que deveria utilizar outro automóvel oficial disponível, Hial teria elevado o tom de voz, apontado o dedo em sua direção e dito: “Você arrumou seu pior inimigo”.
Olmos afirma também que Hial portava uma arma de fogo aparente na cintura durante a discussão. O documento não questiona a legalidade do porte, mas sustenta que a presença da arma aumentou o temor sentido pelo presidente naquele momento.
ENTREVISTA É CITADA COMO REFORÇO
Na representação, Olmos também anexou trechos de uma entrevista concedida posteriormente por Hial, na qual o vereador afirmou portar arma de fogo, declarou que poderia “matar ou morrer” por outra pessoa, relatou já ter participado de trocas de tiros e disse possuir porte permanente de arma.
O documento também cita outra declaração feita por Hial: “Se precisar entrar dentro do inferno para buscar o capeta, eu estou pronto para entrar lá e tirar ele de dentro.”
Embora as falas não mencionem diretamente Flávio Olmos, o presidente sustenta que elas reforçaram o temor provocado pelo desentendimento ocorrido semanas antes. A representação também menciona uma publicação nas redes sociais em que Hial aparece fardado utilizando frase semelhante.
PEDIDOS À COMISSÃO DE ÉTICA
Na representação, Olmos requer a instauração de procedimento disciplinar, a produção de provas e oitiva de testemunhas, além do afastamento cautelar de Hial durante a apuração.
Segundo o presidente, parte das testemunhas é formada por servidores da Câmara e vereadores, que poderiam se sentir constrangidos caso o parlamentar permanecesse no exercício do mandato durante a investigação.
Ao final do procedimento, Olmos pede a aplicação das sanções previstas no Código de Ética, incluindo a perda do mandato, caso as acusações sejam consideradas procedentes.
PROCEDIMENTOS TRAMITAM EM SEPARADO
O pedido de Olmos não produz efeitos imediatos. Antes de qualquer eventual punição, a representação deverá passar pela análise de admissibilidade, instrução processual, produção de provas, defesa do vereador e deliberação dos órgãos competentes da Câmara.
Da mesma forma, permanece em tramitação a representação apresentada por Hial contra Olmos, relacionada à denúncia de suposta “rachadinha”, na qual o vereador pede a abertura de procedimento disciplinar, o afastamento cautelar do presidente da Câmara e a apuração das acusações apresentadas ao Ministério Público e ao próprio Legislativo.
Até que haja decisão definitiva, tanto as acusações formuladas por Hial quanto as alegações apresentadas por Olmos permanecem sob análise e não representam reconhecimento de responsabilidade de qualquer das partes.
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