21 de janeiro | 2018

Pai reclama no rádio de agressão que o filho adolescente teria sofrido da polícia

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O marmorista Ronaldo José Petrinca reclamou em entrevista à rádio Cidade, 98,7 Mhz, no programa Cidade em Destaque, comandado pelo jornalista José Antônio Arantes, que seu filho adolescente, apreendido por volta das 18h50 da quinta-feira, 18, portando 14 eppendorfs (um microtubo de plástico, parecido com um supositório) de cocaína, foi agredido pelos policiais militares que fizeram a apreensão.

Na delegacia de polícia o caso foi registrado como de apreensão de drogas sem autorização ou em desacordo com a lei e dá conta que os policiais militares estavam em patru­lha­men­to pela Rua São João, na região central de Olím­pia, quando avistaram dois rapazes em uma motocicleta e estes se evadiram do local em alta velocidade, atravessando a Praça da Matriz em direção ao bairro Santa Ifigênia.

Contam os policiais que os jovens, inclusive, andaram em várias ruas na contramão de direção até chegarem à Rua Angelo de Quadros Bitencourt, quando o condutor perdeu o controle da moto e o garupa acabou caindo do veículo e o condutor conseguiu evadir-se do local, deixando o adolescente para trás.

O adolescente, por sua vez, ainda segundo contaram os policiais, tentou fugir à pé, mas foi contido por eles, sendo preciso usar força física moderada para contê-lo. Em revista pessoal foram localizados 14 eppendorfs de cocaína pesando quase 11 gramas com o menor.

O menor, ouvido na presença de seu advogado e de sua genitora, negou que estivesse com a droga dizendo que esta teria sido plantada pelos policiais. Confirmou, no entanto, que estava na condição de passageiro da moto que era pilotada por outra pessoa que fugiu da polícia, pois o veículo estaria com a documentação irregular e porque o motociclista não era habilitado.

O adolescente confirmou também que caiu da moto e que chegou a se machucar quando caiu ao solo, mas que também foi agredido pelos policiais na via pública e no interior da UPA para onde foi levado para feitura de laudo médico e que sua mãe teria presenciado a agressão.

O adolescente participou de audiência de custódia na tarde de sexta-feira, 19, quando ficou decidido que aguardaria por cinco dias o surgimento de uma vaga para internação na Fundação Casa. Seu pai garantiu no dia, no entanto, que iria registrar um Boletim de Ocorrências por abuso de autoridade em razão da agressão e que iria levar o caso até as últimas consequências.

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