18 de outubro | 2026
Polícia apreende adolescente suspeita por morte de homem no São José
Ezequiel Raymundo do Espírito Santo, de 49 anos, foi encontrado morto dentro de casa em agosto. Adolescente admitiu ter vendido crack à vítima, mas afirmou que outra pessoa teria desferido o golpe fatal.
A Polícia Civil de Olímpia apreendeu na quinta-feira, 15, uma adolescente de 15 anos investigada pela morte de Ezequiel Raymundo do Espírito Santo, de 49 anos. O caso, inicialmente registrado como morte suspeita, passou a ser tratado como possível homicídio após o resultado do exame necroscópico e o avanço das investigações.
Ezequiel foi encontrado morto na madrugada de 28 de agosto, dentro de sua residência, na Rua Otávio Lopes Ferraz, no bairro São José. Ele estava caído de bruços e apresentava ferimentos no rosto e na cabeça. Como familiares relataram histórico de dependência química, alcoolismo, crises convulsivas e quedas frequentes, inicialmente foi considerada a possibilidade de acidente doméstico.
LAUDO APONTOU TRAUMATISMO CRANIANO
A investigação mudou de rumo depois que o Instituto Médico Legal constatou que a morte ocorreu por traumatismo cranioencefálico provocado pela ação de agente contundente, com fratura do osso occipital e hemorragias intracranianas. O exame, no entanto, não conseguiu definir sozinho se os ferimentos haviam sido causados por agressão ou queda.
Durante as diligências, uma testemunha relatou que uma adolescente teria dito que vendeu pedras de crack para Ezequiel e que seria responsável por sua morte. A polícia identificou a jovem e realizou procedimento de reconhecimento.
ADOLESCENTE CULPOU OUTRA PESSOA
No dia 9 de outubro, a Polícia Civil cumpriu mandado de busca em um imóvel ligado à adolescente, no bairro São José, mas não encontrou objetos de interesse para a investigação. Ela foi ouvida no mesmo dia, acompanhada de sua representante legal.
Em depoimento, a jovem admitiu ter vendido crack para Ezequiel, mas negou ter cometido a agressão fatal. Segundo sua versão, outra pessoa teria utilizado uma barra de ferro para golpear a vítima na cabeça após um desentendimento relacionado ao consumo de drogas.
NOVOS DEPOIMENTOS REFORÇARAM SUSPEITA
Novas oitivas realizadas na quarta-feira, 14, somadas ao laudo do IML e às informações já reunidas, reforçaram, segundo a Polícia Civil, os indícios de participação da adolescente na morte. A principal linha de investigação passou a considerar um possível homicídio decorrente de desentendimento envolvendo a comercialização de entorpecentes.
A autoridade policial pediu a internação provisória da adolescente por ato infracional análogo a homicídio. A Justiça deferiu a medida e ela foi localizada e apreendida no dia 15, sendo posteriormente encaminhada ao Centro de Atendimento Inicial e Provisório (CAIP) de Araçatuba, onde permanecerá à disposição da Justiça.
INVESTIGAÇÃO CONTINUA
A apreensão não encerra a apuração. A Polícia Civil ainda deverá esclarecer a dinâmica da morte, confrontar as versões apresentadas e verificar se houve participação de outra pessoa, conforme alegado pela adolescente.
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