30 de dezembro | 2018
Prefeito anuncia reformulação total na UPA a partir de janeiro
Embora sempre saindo em defesa do secretário municipal de Saúde, Marcos Roberto Pagliuco, que tem sido costumeiramente questionado pela população, principalmente em razão dos problemas enfrentados pelo sistema, o prefeito Fernando Cunha anunciou uma reformulação total na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), a partir do próximo mês de janeiro, inclusive com uma provável demissão de três médicos que não estão prestando seus serviços adequadamente.
“A UPA vai ter uma grande reformulação. Em janeiro nós vamos reformular. O comando está errado. Está equivocado. Estão (funcionários) batendo cabeça”, afirmou no final da manhã da sexta-feira desta semana, dia 28, durante entrevista que concedeu ao jornalista José Antônio Arantes, âncora do programa Cidade em Destaque, que é levado ao ar diariamente pela rádio Cidade FM.
Uma das medidas anunciadas antecipadamente é a contratação de novos funcionários para suprir melhor as necessidades dos pacientes que procuram seus tratamentos na UPA. “Estamos contratando 20 enfermeiras novas e mais três ou quatro biomédicos”, antecipou.
Além disso, os funcionários que restarem na UPA também terão de passar por uma reciclagem, neste caso, inclusive médicos: “vamos reciclar os servidores da UPA e outros irão para as Unidades Básicas de Saúde”.
Também de acordo com o prefeito, em meio a essa reformulação anunciada, também entra a necessidade de melhorar a capacidade de gestão: “tinha um problema de gestão. São 24 profissionais que a gente está contratando agora e uma série de coisas está sendo feita”.
Por outro lado, informou que há pelo menos três médicos que, segundo Cunha, não teriam condições nem mesmo de passar por uma reciclagem para continuar. “Não podem continuar na UPA”, enfatizou.
Mas, em meio a várias críticas que eram apresentadas durante a entrevista, Fernando Cunha, mesmo repassando os problemas para administrações anteriores, reconhece que ainda faltam muitas coisas para que o serviço seja mais efetivo. “A saúde estava um lixo. Já melhorou, mas ainda não satisfatoriamente”, finalizou.
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