19 de julho | 2015

Prefeito estaria investindo na ampliação de loteamentos

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Mesmo com os sérios problemas já verificados atualmente com o provável estouro da bolha imobiliária, com os preços sendo detonados pela falta de compradores até mesmo em razão da crise financeira que se instala em todo o país, o prefeito Eugênio José Zuliani, pelo menos aparentemente, estaria investindo na ampliação e autorizando novos loteamentos.

Pelo menos é essa a conclusão que se pode chegar a partir da informação da aprovação de um projeto de lei durante uma sessão extraordinária da Câmara Municipal de Olímpia, realizada no final da manhã da quinta-feira, dia 13.

“O prefeito está alterando o plano diretor. Ele entende que a cidade está crescendo, o plano diretor aprovado em 2009 precisa ser alterado para a cidade crescer ainda mais e os vereadores entenderam que era legítima a alteração. Essa matéria precisa ser votada em segundo turno”, explicou o presidente da Câmara, Luiz Antônio Moreira Salata ao final da sessão extraordinária realizada na noite de segunda-feira, dia 13..

Na oportunidade foi aprovado em regime de urgência para discussão e votação em primeiro turno, o Projeto de Lei Complementar número 199/2015, de autoria do prefeito, que alterando dispositivos da Lei Complementar número 106, de 16 de dezembro de 2011, que institui o Novo Plano Diretor do município de Olímpia.

ESTOURO DA BOLHA

Como se recorda, esta Folha da Região publicou matéria no início de maio deste ano, informando que o município de Olímpia já podia estar sentindo os efeitos do estouro da bolha imobiliária, que teria surgido, principalmente após a implantação de grandes investimentos imo­biliários através de vários loteamentos, a maioria de alto padrão, fazendo crescer as expectativas de grandes lucros aos compradores.

Além disso, a economia local vivia também dos gastos de turistas com hospedagem, fossem em hotéis ou pousadas, ou casas de aluguel. No entanto, o que já se percebia, principalmente as casas que foram construídas ou remodeladas para serem alugadas para turistas e as pousadas construídas para abocanhar uma boa parte dos rendimentos com o turismo, já não têm obtido o mesmo resultado que anteriormente.

Situação esta que pode ser creditada ao grande número de hotéis que já entraram em atividade e outros que ainda estão em fase de construção ou se preparando para iniciar suas obras, sem que novas atrações, fora o Thermas, ou mesmo se tenha visto algum planejamento voltado para poder trazer mais turistas para Olímpia.

O parque aquático não pode sozinho ser a única atração para tantos investimentos na área de hospedagem.

Só para se ter uma ideia nesta semana surgiu a informação de que um novo resort começará a ser construído em outubro deste ano, nas proximidades da rodovia Assis Chateaubriand, SP-425, na zona norte da cidade.

Entretanto, ai é que começam os problemas. De acordo com uma pesquisa realizada na ocasião por estudantes da Etec, supervisionada pela Olímpia Con­vention&Visitors Bureau, apenas aproximadamente 37% dos turistas se hospedaram em pousadas (e casas de temporada).

Isso pode até explicar o grande número de prédios residenciais colocados à venda. Basta circular com atenção pelas ruas da cidade para perceber o grande número de placas com a inscrição “vende-se”. Quer dizer, começaram a sobrar casas que já podem ter sido adaptadas e aproveitadas como pousadas.

Além disso, sobram terrenos nos loteamentos já comer­cializados na cidade. É comum acompanhar os anúncios classificados, sejam em emissoras de rádio ou em jornais, que se percebe até certo arrependimento de quem comprou um desses terrenos apontados como a tábua de salvação da riqueza olim­piense. Ora, essas casas trans­for­madas em pousadas seriam a base para a construção de novos imóveis na cidade.

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