01 de fevereiro | 2026
Prefeitura confirma 95mm de chuva em três horas na 4.ª feira
Administração municipal divulgou balanço técnico do temporal de quarta-feira, aponta que volume de água superou a capacidade histórica de drenagem e notifica empresas responsáveis por obras que cederam na Avenida Menina Moça e Andrade e Silva; foco agora é a limpeza das vias e o monitoramento de novas frentes de instabilidade.

Para efeito de comparação técnica, esse montante representa uma fração significativa do esperado para todo o mês de janeiro em anos típicos, configurando uma situação de “estresse hídrico extremo” que sobrecarregou instantaneamente todo o sistema de macrodrenagem urbana.
PONTOS NEVRÁLGICOS DA CIDADE
A administração agiu rapidamente, acionando o Comitê de Gerenciamento de Crise ainda durante a precipitação. Equipes da Secretaria de Zeladoria e Meio Ambiente e outros departamentos foram deslocadas para os pontos nevrálgicos da cidade.
O foco inicial foi desobstruir as vias arteriais que servem como escoadouro natural das águas, como a Avenida Aurora Forti Neves, que corta o vale turístico, e a Avenida Desembargador Manoel Arruda.
Maquinários pesados e caminhões-pipa vararam a madrugada removendo lama, galhos e detritos arrastados pela força da correnteza, numa operação descrita pelo Executivo como “necessária para devolver a normalidade à rotina do cidadão o mais breve possível”.
INVESTIMENTOS FUTUROS E A APOSTA NOS PISCINÕES
Em nota, o Executivo reforçou que o cenário enfrentado na quarta-feira valida a necessidade urgente das obras de macrodrenagem que já estão em curso ou em fase de licitação.
A aposta central da gestão para mitigar esses eventos são os “piscinões” – grandes reservatórios de detenção projetados para segurar a água nas cabeceiras dos córregos antes que ela ganhe velocidade e volume destrutivos no centro da cidade.
Segundo a Prefeitura, obras como a do piscinão da região da Avenida Menina Moça e o projeto para o Jardim Paulista (na área do Bar Landão) são fundamentais para alterar a hidrologia local e evitar que a água chegue com violência à parte baixa.
GRANDE VOLUME EM CURTO PERÍODO
“Trata-se de um grande volume de água em um curto período, o que dificulta qualquer sistema de drenagem convencional”, explicou a nota técnica.
A administração pede paciência à população, ressaltando que intervenções dessa magnitude demandam tempo e recursos elevados, muitas vezes dependendo de repasses estaduais e federais que sofreram atrasos burocráticos nos últimos exercícios fiscais.
Enquanto as soluções definitivas de engenharia não são concluídas, a orientação é manter o estado de alerta e a limpeza preventiva das bocas de lobo para evitar obstruções por lixo doméstico.
COLAPSO NA AVENIDA ANDRADE E SILVA E MENINA MOÇA
Sobre as críticas recebidas devido aos problemas em obras recém-inauguradas ou em andamento, a Secretaria de Obras, Engenharia e Infraestrutura adotou uma postura de transparência técnica e responsabilização contratual.
O caso mais grave, a interdição da Avenida Andrade e Silva, via crucial que havia sido liberada ao tráfego em dezembro para aliviar o fluxo de fim de ano, foi diagnosticado como um problema de “recalque”.
Tecnicamente, isso ocorre quando o solo de sustentação sob o asfalto cede devido à infiltração ou má compactação, criando vazios que levam ao colapso da capa asfáltica.
A Prefeitura esclareceu que, embora o trânsito estivesse liberado, a obra das galerias pluviais no subsolo ainda estava tecnicamente “em execução” e não havia passado pela vistoria final de entrega (o chamado “recebimento definitivo” da obra).
ROMPIMENTO DE REDE DE DRENAGEM
Diante disso, a empresa executora foi imediatamente notificada e terá que arcar com os reparos sem qualquer custo adicional aos cofres públicos.
Já na Avenida Menina Moça, o problema foi identificado como o rompimento de uma rede de drenagem adjacente a uma boca de lobo, também exacerbado pela pressão incomum da água, levando à interdição total do trecho por medidas de segurança da Defesa Civil.
MONITORAMENTO CONTÍNUO DA DEFESA CIVIL
O município permanece em estado de atenção máxima. A Defesa Civil do Estado de São Paulo emitiu novos alertas meteorológicos indicando a continuidade da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS) sobre a região, o que pode trazer mais chuvas nos próximos dias.
A Prefeitura de Olímpia solicita que os moradores evitem descartar lixo nas ruas, pois sacos plásticos e garrafas foram encontrados obstruindo diversas grades de bueiros durante a limpeza após a chuva, agravando significativamente os alagamentos em bairros residenciais e comerciais.
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