07 de agosto | 2026

Recinto do Folclore completa 40 anos como a casa do FEFOL e do legado de José Sant’anna

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Inaugurado em 1986, espaço nasceu da necessidade de dar uma casa definitiva ao Festival do Folclore. Quatro décadas depois, complexo continua recebendo milhares de artistas e visitantes e preservando o projeto idealizado pelo professor José Sant’anna.

O Recinto do Folclore Professor José Sant’anna completa 40 anos em 2026, justamente durante a 62ª edição do Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL). Inaugurado em 1986, na 22ª edição da festa, o espaço acompanhou a transformação de uma iniciativa nascida no ambiente escolar em um dos maiores encontros de cultura popular do país.

Antes de ganhar endereço próprio, o FEFOL passou por diferentes pontos de Olímpia. As primeiras edições ocuparam espaços da região central, entre eles a Praça da Matriz. Com o crescimento do público, dos grupos participantes e da programação, o Festival também passou pelo Centro de Esportes “Olyntho Zambom”.

FESTIVAL CRESCEU E PRECISAVA DE UMA CASA

A expansão tornou necessária a criação de uma estrutura permanente para receber as delegações e o público. Assim surgiu o então Recinto de Exposições e Praça de Atividades Folclóricas e Turísticas, que posteriormente recebeu o nome do professor José Sant’anna.

A inauguração, em 1986, representou uma mudança importante para o Festival. Pela primeira vez, o FEFOL passou a contar com uma estrutura planejada especificamente para suas atividades, permitindo ampliar apresentações e receber um número maior de grupos.

40 ANOS DE HISTÓRIA

Desde então, o Recinto acompanhou diferentes gerações de folcloristas, artistas, pesquisadores e visitantes. Durante o Festival, o espaço transforma-se em ponto de encontro de manifestações culturais vindas de diferentes regiões brasileiras.

Atualmente, o complexo reúne arena de apresentações, pavilhões culturais, áreas de convivência e espaços dedicados à preservação da memória e das tradições populares.

LEGADO DO PROFESSOR JOSÉ SANT’ANNA

A história do Recinto está diretamente ligada à trajetória do professor José Sant’anna, pesquisador, folclorista e idealizador do Festival.

Sant’anna dedicou grande parte de sua vida ao estudo e à preservação das manifestações populares brasileiras. O projeto iniciado por ele aproximou Olímpia de grupos tradicionais de diferentes estados e ajudou a construir a identidade que posteriormente renderia ao município o reconhecimento como Capital Nacional do Folclore.

Dar seu nome ao Recinto foi uma forma de perpetuar essa contribuição.

“A CASA QUE O PROFESSOR SANT’ANNA CONSTRUIU”

Para a secretária de Cultura e Defesa do Folclore, Priscila Foresti, os 40 anos representam mais do que o aniversário de uma estrutura física.

“O Recinto do Folclore é mais do que um espaço físico… é a casa que o professor José Sant’anna construiu para o nosso povo. A gente cuida dele com o mesmo carinho de quem sabe que ali mora a história do FEFOL.”

Segundo Priscila, quatro décadas depois, o espaço continua cumprindo a missão de receber manifestações culturais de todo o país.

62º FEFOL MARCA O ANIVERSÁRIO

O prefeito Geninho Zuliani também relacionou o aniversário à trajetória do fundador do Festival.

“Celebrar os 40 anos do Recinto é reconhecer a visão de um educador que transformou uma iniciativa escolar no maior festival de cultura popular do país”, afirmou.

Neste ano, entre os dias 1º e 9 de agosto, o Recinto volta a cumprir a finalidade para a qual foi criado há quatro décadas: ser a casa do Festival do Folclore e o ponto de encontro, em Olímpia, das culturas e tradições populares brasileiras.

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