04 de outubro | 2025
Reflexão no podcast Pod Pai e Filha: “Olímpia sem o Thermas seria apenas uma pequena cidade agrícola?”
UM RESGATE HISTÓRICO!
A trajetória dos três construtores do parque que mudou para sempre o destino da cidade. Durante o podcast ‘Pod Pai e Filha’, os comunicadores Bruna e Arantes fizeram uma longa e detalhada homenagem ao atual presidente do parque, o arquiteto Jorge Noronha, relembrando o início do projeto, a importância da tríade formada por Benito Benatti, Noronha e Débora Vicente, e afirmaram que a Estância Turística de Olímpia, como é conhecida hoje, simplesmente não existiria sem a visão e o trabalho deste grupo.

O que começou como uma felicitação a um “grande amigo e irmão” rapidamente se transformou em uma profunda análise sobre o papel fundamental do parque na construção da identidade econômica e social de Olímpia. Os comunicadores não mediram palavras para dimensionar o legado do aniversariante e de seus parceiros, afirmando que sem a existência do Thermas, o destino da cidade teria sido drasticamente diferente.
Arantes foi direto ao ponto central de seu argumento, definindo o parque aquático como a “mola propulsora da economia de Olímpia”. Ele pintou um quadro hipotético, mas contundente, do que seria a cidade caso o empreendimento não tivesse saído do papel. “Tira o Thermas de Olímpia. Que seria a cidade hoje?”, questionou, respondendo em seguida que a cidade seria apenas mais um pequeno município agrícola, longe dos holofotes do turismo internacional.
O jornalista lembrou de um antigo ditado local, de uma época de dificuldades, que ironizava: “Olímpia, cidade que reluz, de dia falta água, de noite falta luz”. Essa memória serviu para criar um contraste poderoso com a realidade atual, de uma estância turística consolidada e próspera, cuja transformação, segundo ele, tem nomes e sobrenomes.
OS TRÊS PILARES DA TRANSFORMAÇÃO
O ponto alto da homenagem foi a atribuição do sucesso do empreendimento a uma tríade de pioneiros, a quem Arantes chamou de “os três construtores do Thermas dos Laranjais”. Ele detalhou o papel de cada um na jornada que levou Olímpia ao estrelato.
O primeiro, Benito Benatti, foi o visionário, “o homem que sonhou” com tudo aquilo quando parecia impossível. Sua capacidade de enxergar além do óbvio foi a centelha que deu início à revolução.
Em seguida, o aniversariante, Jorge Noronha, foi apresentado como o executor, o cérebro técnico por trás do sonho. “O Jorge colocou na prancheta, idealizou”, explicou Arantes. Ele relembrou o início de tudo, em 1983, quando um jovem Noronha, com apenas 24 anos, venceu a concorrência para projetar o clube”.
“Desde os primeiros esboços sua visão já era inovadora, desenhando um rio lento e uma piscina de ondas sem nunca ter visto essas atrações em operação. Foi essa genialidade criativa e a capacidade de transformar conceitos em realidade que deram forma ao parque”, acrescentou.
O terceiro pilar, Débora Vicente, que chegou anos depois, foi destacada como a força administrativa. “E a Débora administrou”, afirmou Arantes, ressaltando seu papel crucial na gestão do parque durante sua fase de maior crescimento, garantindo que a criatividade e a expansão fossem sustentadas por uma operação sólida e eficiente.
INOVAÇÃO COMO MARCA REGISTRADA
Aprofundando-se na contribuição de Noronha, Arantes narrou como a cultura de inovação foi implementada desde o princípio. Após os primeiros projetos audaciosos, Benito Benatti enviou o arquiteto a Orlando, nos Estados Unidos, para estudar de perto os parques que eram referência mundial.
Ali começou um ciclo de aprendizado e adaptação. A filosofia, segundo o jornalista, era clara: “estudar o que havia de melhor no mundo, adaptar à realidade brasileira e, quando possível, inovar a partir daqui”.
Essa mentalidade levou o Thermas a um patamar único de autossuficiência. Arantes detalhou como o parque, sob a liderança de Noronha, passou a fabricar internamente seus próprios equipamentos, desenvolvendo ferramentaria e até mesmo boias e sistemas mecânicos exclusivos em Olímpia.
“Uma engenharia feita em casa”, definiu, que por anos sustentou a escalada do empreendimento. Essa capacidade inventiva resultou em atrações pioneiras que colocaram o parque no mapa global, com a primeira piscina de surf 180° do mundo e a primeira montanha-russa aquática do Brasil e da América Latina, projetos complexos que exigiram protótipos e inúmeros testes.
O IMPACTO QUE TRANSBORDA
OS MUROS DO PARQUE
O jornalista fez questão de conectar a evolução do parque com a transformação da cidade. Ele recordou que, no início, Olímpia não tinha estrutura para receber os visitantes, que acabavam se hospedando em São José do Rio Preto.
Foi preciso uma ação proativa de Benatti e Noronha, que foram pessoalmente buscar empreendedores, inclusive em Caldas Novas, para convencê-los a investir na rede hoteleira local. O resultado foi o “boom imobiliário e hoteleiro” que redefiniu a paisagem urbana e a economia da cidade.
Esse legado, segundo Arantes, continua vivo e em expansão. Ele mencionou a sucessão na presidência do parque, com Noronha assumindo o comando anos antes do falecimento de Benito Benatti, um movimento que garantiu a continuidade da filosofia de trabalho.
Olhando para o futuro, o jornalista citou os planos ambiciosos já anunciados, como o investimento de mais de R$ 300 milhões, a construção de um segundo parque aquático em uma área três vezes maior que a atual, um novo hotel temático e um parque ecológico, projetos que asseguram a relevância de Olímpia para as próximas gerações de turistas.
Ao concluir, Arantes enfatizou que a homenagem a Jorge Noronha e o destaque a “trio de construtores” era, em essência, um reconhecimento à história, ao presente e ao futuro de Olímpia, uma cidade cujo destino foi redesenhado pela visão, coragem e genialidade de seus construtores.
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