26 de outubro | 2025

Sabesp aumenta 8,61% na conta de água e vira as costas para reclamações em Olímpia

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MAIS UM AUMENTO!
Enquanto população de Olímpia amarga serviço péssimo e contas abusivas, Sabesp impõe reajuste exorbitante goela abaixo. Audiência na Câmara serviu de palco para ARES-PCJ justificar o injustificável: mais dinheiro para a Sabesp via inflação e “reequilíbrio”, enquanto vereadores explodiram contra a proposta, ecoando a revolta popular com contas que dobram, buracos e o descaso herdado da desastrosa privatização do Daemo.

Prepare o bolso, morador de Olímpia. Em uma audiência pública farsesca realizada na Câmara Municipal, a ARES-PCJ (Agência Reguladora) serviu de porta-voz para a Sabesp anunciar mais um golpe no orçamento familiar: um aumento escorchante de 8,61% na já caríssima tarifa de água e esgoto. A desculpa? Uma combinação da inflação (IPCA) com um suposto “reequilíbrio” financeiro exigido pela gigante do saneamento.

Enquanto a população pena com serviços de péssima qualidade, contas que chegam a triplicar e um atendimento sofrível, a agência reguladora gastou tempo justificando tecnicamente o aumento. Segundo a ARES-PCJ, a Sabesp precisava ser “compensada” por um atraso no reajuste anterior, custos com hidrômetros (como se isso não fosse obrigação básica) e até por uma decisão judicial. Tudo para garantir o lucro da empresa às custas do consumidor olimpiense.

DESCASO COM O POVO, FOCO NO LUCRO

A cereja do bolo podre foi a manobra de adiar a análise de R$ 400 mil em “investimentos essenciais” feitos pela Sabesp e não previstos no contrato. A ARES-PCJ convenientemente jogou essa conta para a revisão ordinária daqui a três anos, sinalizando que um aumento ainda mais brutal pode estar a caminho. Ou seja, mais uma bomba-relógio armada contra o bolso da população.

A encenação técnica não enganou os vereadores presentes, que expressaram a revolta popular. Charles Amaral foi direto: “Quem vai pedir o reequilíbrio econômico para a população?”, classificando o aumento como “verdadeiro roubo mensal” e apontando o dedo para a raiz do problema: a desastrosa privatização do Daemo orquestrada pelo ex-prefeito Fernando Cunha.

SERVIÇO LIXO, CONTA NAS ALTURAS

Sandro Pires lembrou os lucros bilionários da Sabesp, contrastando-os com a realidade vivida pelos olimpienses. “Você roda a cidade, é muito buraco aberto, serviço mal feito, o asfalto que eles jogam lá, na maioria das vezes, na semana seguinte já tá fundo de novo. Então a população tem sofrido muito com isso”, denunciou, cobrando uma fiscalização que, aparentemente, a ARES-PCJ não faz com o rigor necessário.

O mais revoltante foi constatar que, durante toda a audiência, as inúmeras reclamações dos consumidores foram solenemente ignoradas. Buracos, água suja, contas exorbitantes, atendimento precário – nada disso pareceu importar para a ARES-PCJ ou para a Sabesp, cujo único foco era justificar o aumento. A voz do povo, mais uma vez, foi calada pelos números e pelas justificativas contratuais que só beneficiam a concessionária.

HERANÇA MALDITA DA PRIVATIZAÇÃO

Nas redes sociais, a indignação ferve. “A Sabesp está furtando o bolso do Olimpiense, contas altíssimas (…) serviço péssimo”, desabafa Temarcondes Marcondes. “Os valores duplicaram depois da mudança”, constata Olimpia da Depressão. Kim Eli Heitor cutuca a ferida: “Quando era o Daemo não cortava, mas o digníssimo Fernando Cunha fez o favor de vender, tá aí o resultado”. A privatização, defendida como solução, se revela a cada dia um fardo pesado e caro para a cidade.

Até mesmo a implementação da Tarifa Social, um direito legal, foi alvo de questionamentos pela vereadora Sônia Guerra, preocupada com a real abrangência do benefício e a falta de critérios claros além do CadÚnico, além do risco de fraudes. Enquanto a burocracia se arrasta, a população mais vulnerável continua pagando caro, refém de um sistema que prioriza o lucro em detrimento do serviço essencial e do respeito ao cidadão.

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