11 de janeiro | 2026
Sargentos Vicente e Beltramello assumem comando da disciplina na primeira escola Cívico-Militar de Olímpia
EDUCAÇÃO E DISCIPLINA MILITAR!
Secretaria define data de início e nomes para monitoria na escola Wilquem Neves. Com salários que podem ultrapassar R$ 6 mil, policiais da reserva iniciam atividades em fevereiro focados na organização e cumprimento de regras; um dos monitores possui longo histórico de trabalho educacional com jovens na cidade.
A Secretaria Estadual de Educação oficializou os nomes dos policiais militares da reserva que atuarão na Escola Estadual Doutor Wilquem Manoel Neves, em Olímpia, a primeira da cidade a aderir ao modelo cívico-militar.
Para a unidade olimpiense foram designados o 3º Sargento José Vicente da Silva e o 3º Sargento Jean Carlos Beltramello. O início das atividades está marcado para o dia 2 de fevereiro, coincidindo com a volta às aulas da rede estadual.
EXPERIÊNCIA EDUCATIVA
A escolha dos nomes traz um componente de familiaridade para a comunidade escolar de Olímpia. O Sargento Beltramello possui um histórico reconhecido de trabalho preventivo e educacional com crianças e adolescentes na cidade, tendo sido uma das figuras centrais do PROERD (Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência) no município.
A seleção dos agentes envolveu análise de currículo, avaliação de vida pregressa e entrevistas.
SALÁRIOS ALTOS E ATRIBUIÇÕES ESPECÍFICAS
A remuneração definida pelo Estado para os militares da reserva chamou a atenção pela disparidade em relação aos profissionais da educação de carreira. Os aprovados receberão diárias de R$ 301,70, o que projeta uma remuneração mensal de até R$ 6.034 para uma jornada de 40 horas semanais em meses com 20 dias úteis.
O monitor-chefe, caso de um dos nomeados, ainda terá um bônus de 10% sobre esse valor. O montante supera o piso salarial de professores e é significativamente maior que o vencimento dos agentes de organização escolar.
FUNÇÃO FOCADA NA DISCIPLINA
A função dos militares dentro da escola será focada exclusivamente na disciplina e na organização do ambiente, sem interferência no conteúdo pedagógico.
Segundo a resolução da Secretaria, eles serão subordinados ao diretor da unidade e trabalharão desarmados.
Entre as atribuições estão garantir um ambiente “organizado”, fiscalizar o cumprimento de regras de vestimenta — que estão em fase de licitação — e até orientar sobre cortes de cabelo, seguindo o rigor do modelo cívico-militar.
CENÁRIO REGIONAL E AVALIAÇÃO DO TCE
Na região de São José do Rio Preto, dez escolas optaram pela mudança para o modelo cívico-militar após plebiscitos com as comunidades escolares.
Além de Olímpia, cidades como Catanduva, Novo Horizonte, Fernandópolis e Votuporanga também receberão seus monitores em fevereiro.
A implementação segue após parecer favorável do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) sobre a regularidade da contratação de PMs aposentados pela pasta da Educação.
ESPECIALISTAS NÃO ACREDITAM
Em Catanduva, duas escolas (Joaquim Alves Figueiredo e Professor Vitorino Pereira) receberão quatro militares. A lista regional inclui ainda unidades em General Salgado, Nova Granada e Nhandeara.
A aposta do governo estadual é que a presença da hierarquia militar melhore os índices de aprendizagem através da disciplina, embora o modelo ainda divida opiniões entre especialistas em educação sobre a eficácia da militarização no ensino público regular.
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