29 de abril | 2009

Seis são presos por tráfico, cárcere privado, tortura e formação de quadrilha

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Ao investigar a denúncia de um possível assassinato, as Polícias Civil e Militar de Olímpia prenderam em flagrante seis pessoas que estão sendo acusadas de tráfico de drogas, cárcere privado, tortura e formação de quadrilha. A ponta do novelo surgiu quando a adolescente N. M. da S., de 14 anos de idade, que reside no Jardim Campo Belo, zona leste de Olímpia, procurou a Polícia Militar de Ribeiro dos Santos, comunicando o possível assassinato de Gilberto de Oliveira, de 50 anos de idade, que reside na rua Ângelo de Quadros Bittencourt, número 905, Jardim Miessa, zona norte da cidade de Olímpia.

As prisões, que começaram na manhã da terça-feira, dia 28, no Sítio Santo Antônio, no distrito de Baguaçu, foram concluídas no período da tarde, quando foram detidas duas pessoas da cidade de Monte Azul Paulista, perto das duas pontes sobre o Rio Cachoeirinha, na rodovia Armando de Salles Oliveira, conhecida por rodovia da Laranja. Mas um dos acusados conseguiu escapar das ações dos policiais.Foram presos Norival Rangel, Nor, de 46, que reside no Jardim Miessa; Natiele Campossi de Oliveira, de 18 anos, amasiada de Nor e filha da possível vítima do assassinato; Mara Silvia Miranda Rodrigues, de 47 anos; e André Luiz Ferreira, 31 anos, que residem no Sítio Santo Antônio, distrito de Baguaçu.

Por outro lado, Mariano de Jesus Rodrigues, de 50 anos, que também reside no Sítio Santo Antônio, conseguiu fugir ao notar a chegada dos policiais. Outras duas pessoas foram presas. Edivaldo Alves da Silva, vulgo Calango, de 36 anos de idade, e o moto-taxista Celso Novaes, de 51 anos, vulgo Bodão, ambos que residem no bairro Cruzeiro, na cidade de Monte Azul Paulista. Eles foram encarcerados nas cadeias de Severínia e Colina, respectivamente.

Natiele e Mara foram encarceradas no presídio feminino de Jaborandi. Já Nor Rangel e André Luiz foram levados para as cadeias de Guaira e Severínia, respectivamente.

A vítima do possível assassinato seria Gilberto de Oliveira, de 50 anos de idade, que reside na rua Ângelo de Quadros Bittencourt, número 905, Jardim Miessa, e seria sogro de Norival Rangel, principal acusado de ter praticado o crime.

Porém, os policiais, embora tivessem encontrado vestígios do possível crime, inclusive uma faca com marcas de sangue, não localizaram o corpo no local indicado pela adolescente.

Tudo começou no início da manhã, quando a adolescente N. M. da S., de 14 anos de idade, que reside no Jardim Campo Belo, zona leste de Olímpia, que seria usuária de drogas, procurou a casa do policial que atua no Distrito de Ribeiro dos Santos, denunciando o possível assassinato de Gilberto, que reside no Jardim Miessa, zona norte da cidade de Olímpia.

Aparentando estar desesperada, ela relatou à polícia que foi até Ribeiro do Santos em companhia das colegas N. e R, acompanhadas de um amigo de nome Gilberto e que ele teria sido morto. Embora, inicialmente, os policiais não dessem crédito total ao que a garota contava, começaram as investigações que levaram à prisão dos acusados.

DENÚNCIA
A adolescente contou que teria ficado em cárcere privado por aproximadamente 24 horas; ela, as amigas e Gilberto, e que teriam sido espancados durante todo o tempo pelo casal Norival e Natiele, no Sítio Santo Antônio. Ela afirmou também que Gilberto teria sido morto por Norival que, após cortar seu pescoço, teria enrolado o corpo em uma lona preta e jogado em um canavial das proximidades.

Ao tomar conhecimento da denúncia, a Polícia Militar foi até a residência de Gilberto. No local os policiais notaram que uma das janelas estava arrombada.

No interior da casa, foram localizados vários objetos, como aparelhos de som e louças, que foram apreendidos. Em seguida eles foram até o Sítio Santo Antônio onde foram localizados todos os acusados.

No local, foram encontradas marcas de sangue, mas não localizaram o corpo na residência. Também foi encontrado um Tempra, cor cinza, placas CTT 9000, de Olímpia, que pertence a Mara, uma das acusadas, que estava com o lacre rompido, por isso o veículo foi recolhido.

Os dois casais foram detidos e levados à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde a delegada Maria Tereza Ferreira Vendramel registrou a prisão em flagrante por tortura, cárcere privado e formação de quadrilha.

Segundo foi apurado inicialmente, o possível assassinato teria acontecido porque teria desaparecido um quilo de cocaína que pertencia a Norival Rangel e estaria guardado na casa de Gilberto.

Por isso, Norival teria pego as meninas que estariam sendo acusadas pelo sumiço e as torturado, com o objetivo de conseguir saber o paradeiro da droga. Ocorre, que a adolescente N. conseguiu fugir e chegar até ao polícia Militar e fazer a denúncia.

TRÁFICO
Porém, enquanto o flagrante era elaborado, outros fatos começaram a acontecer e chamar a atenção dos policiais. O telefone de Norival Rangel começou a tocar várias vezes e numa delas o cabo Zanin atendeu se identificando como sendo o proprietário do telefone celular. Foi aí que surgiu o crime de tráfico de entorpecentes.

A pessoa, que se identificou como sendo o vulgo Calango, disse que queria adquirir 50 papelotes de cocaína, só que em pedra, para fornecer a pessoas viciadas da cidade de Monte Azul. Ele disse ainda que quitaria uma dívida de R$ 190 com Rangel e ficaria devendo a entrega da tarde da terça-feira.Mais tarde Calango voltou a ligar e combinou de pegar a droga nas duas pontes sobre o Rio Cachoeirinha, na rodovia Armando de Salles Oliveira, por volta das 13h30.

Com apoio da Polícia Civil e usando um carro particular, os policiais foram ao local e detiveram as duas pessoas de Monte Azul. Durante a revista pessoal foram encontradas as importâncias de R$ 190, referente à dívida, e mais R$ 124 e um telefone celular.

USUÁRIOS
Outras duas pessoas também acabaram detidas pela Polícia durante o trabalho de flagrante, depois de atender o telefone de Rangel. Desta feita tratava-se de uma pessoa querendo comprar maconha para uso próprio. Neste caso foi combinado que a entrega seria realizada no local onde funcionava o Posto Universitário, localizado na avenida Governador Adhemar Pereira de Barros.

Eles aguardaram no local com o capô do carro aberto, quando foram abordados pela Polícia Civil. Trata-se de A. da S. C., de 21 anos de idade, e E. da S. P., de 19 anos, que residem no distrito de Monte Verde Paulista, município de Cajobi. Eles informaram que adquiriram drogas de Rangel por várias vezes. No entanto, foram liberados após o encerramento do flagrante, mesmo porque não portavam drogas e pela quantidade que citavam, foram considerados apenas como sendo usuários e arrolados para fazer parte do conjunto de provas.


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