02 de agosto | 2010

Servente de pedreiro matou irmão para defender a mãe

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Todos os indícios conseguidos, preliminarmente, pela Polícia Civil indicam que o pintor Marciel Lucas dos Santos, de 18 anos, matou seu irmão, o servente de pedreiro Leonardo Henrique Calora, de 26 anos, para defender a mãe de iminente agressão.


A informação é do delegado João Brocanelo Neto, que presidirá o inquérito policial que apura o caso. Ele adiantou que não deverá pedir a prisão preventiva do acusado.

O crime aconteceu na noite de quinta-feira, 29, por volta das 21 horas, na rua Sertãozinho, 300, na vila São José.

Segundo apurado, Leandro estava armado com uma faca e discutia com a mãe Zilda Aparecida Donizete Calora, de 43 anos, ameaçando-a de morte e ainda teria, com um aparelho de praticar alteres, tentado agredi-la. Eles são irmão apenas por parte de mãe.


Foi quando, segundo apurado, Marciel Lucas se apossou de uma faca e desferiu um golpe que atingiu a altura do abdomem do irmão e saiu correndo, não tendo sido encontrado até o final da tarde de ontem. Já Leandro correu para a rua e caiu no solo poucos metros depois, nas proximidades de um bar.


Ferido, ele foi socorrido pelo resgate do corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa de Misericórdia de Olímpia, onde foi submetido a uma cirurgia. No entanto, devido a gravidade do ferimento Leandro veio a falecer por volta das 4h50 da madrugada. Ele foi sepultado às 17 horas de ontem no cemitério de Olímpia.


LEGÍTIMA DEFESA

Segundo o delegado Brocanelo Neto, pelo apurado pelos investigadores da delegacia de polícia de Olímpia, tudo indica que Marciel tenha desferido o golpe de faca com o objetivo de defender a mãe que era vítima de iminente agressão.

Ressaltou que “ele desferiu apenas um golpe, o necessário para atingi-lo”, comentou Brocanelo.

O delegado espera que o acusado se apresente na próxima segunda-feira na delegacia de polícia de Olímpia. Adiantou que não irá pedir a prisão de Marciel e ainda que já não existe mais estado de flagrância. A família estaria contratando o advogado Aparecido Alberto Zanirato para acompanhá-lo na apresentação.

O delegado Brocanelo, comentando que se no transcorrer do inquérito todos os indícios conseguidos até agora se confirmarem, o acusado deste fratricídio (quando irmão mata irmão), poderá até ser absolvido sumariamente, sem a necessidade de ser julgado em júri popular no Fórum de Olímpia.



Leandro queria dinheiro para comprar
droga e afirmava que iria beber sangue


 Alegando ter sido a única testemunha ocular do crime, a tia dos irmãos, Maria de Lourdes Calora, também moradora na São José, declarou em entrevista à Difusora que estava na casa da irmã Zilda Aparecida Donizete Calora, quando começou a confusão que culminou com o fratricídio na noite de quinta-feira.

Segundo Maria de Loudes, diariamente Leandro implicava com a mãe e passava a ofendê-la, nem precisava motivo.


Contou que ele era usuário de drogas e que na noite do crime brigava com a mãe porque queria dinheiro para comprar entorpecente.


Diante da recusa pegou uma faca e passou a ameaçar matá-la.
Conta a tia, que chegou a conseguir desarmar o sobrinho, mas em seguida ele pegou um aparelho de praticar alteres (um cano com concreto dos dois lados) e partiu para cima da mãe. Foi quando Marciel surgiu com a faca e desferiu o golpe.

A tia garante que ele estava defendendo a mãe, pois ficou muito nervoso com tudo aquilo que estava acontecendo. Ainda de acordo com a tia, depois do golpe Marciel saiu correndo e Leandro também, mas caiu na rua, tendo sido socorrido pelo resgate do Corpo de Bombeiros.

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