01 de março | 2026

Setor produtivo e a sociedade civil debatem sustentabilidade e custo de vida em Olímpia

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OLÍMPIA PARA SEUS MORADORES!
Administradores, empresários e educadores esportivos analisam o atual momento de pujança econômica, reforçando a necessidade de políticas públicas que protejam o bem-estar social e a acessibilidade do morador local.

Entrevistas: Adilson Hipólito e Bruna Arantes – Olímpia vive um momento de transformação profunda, onde a tranquilidade típica do interior paulista cede espaço a uma infraestrutura de lazer que a coloca em destaque no cenário nacional.

Para os moradores que acompanham essa metamorfose diária, o sentimento é de um orgulho latente, acompanhado de um olhar crítico sobre os desafios que o crescimento acelerado impõe.

A percepção geral é de que o município melhorou nos últimos anos, impulsionado pela força do turismo e pela manutenção de uma sensação de segurança que é rara em grandes centros.

No entanto, esse avanço traz à tona demandas estruturais que, na visão da comunidade, não podem mais ser ignoradas pela administração pública.

ORGULHO E CRESCIMENTO ECONÔMICO

O desenvolvimento é visto como o principal motor de satisfação para muitos. A empresária Camila Silva resume esse sentimento ao destacar o que mais a orgulha na cidade atual: “O nosso desenvolvimento, vejo nossa cidade cada dia mais linda e com perspectivas de crescimento”.

Para ela, a cidade é “prospera” e apresenta melhorias constantes. No entanto, essa prosperidade traz consigo a concorrência e a necessidade de uma gestão estratégica para manter o protagonismo regional.

ESTRATÉGIAS PARA O TURISMO

Camila Silva enxerga a cidade sob uma ótica corporativa, alertando que “quanto mais ela cresce e aparece, mais outras cidades tentam seguir os passos do nosso turismo”. Ela defende a união entre o setor privado e o poder público para não perder espaço no mercado.

Além disso, a empresária aponta que é necessário olhar atentamente para a sazonalidade do setor. Ela manifesta o desejo de ver mudanças imediatas no “fluxo da baixa temporada” para garantir a sustentabilidade econômica durante todo o ano.

GARGALOS NA SAÚDE PÚBLICA

Apesar do otimismo econômico, a infraestrutura de serviços públicos, especialmente a saúde, surge como a maior preocupação. Karina Paganotti é enfática ao apontar que a saúde deve ser a prioridade número um da gestão atual.

Segundo ela, o sistema local enfrenta uma sobrecarga evidente. “A UPA precisa de Socorro os médicos e enfermeiros estão sobrecarregados. É muita gente para ela atender sozinha: Olímpia, região e turistas”, afirma a empresária.

QUALIDADE NO ATENDIMENTO

A visão de que a saúde é o maior problema atual também é compartilhada pelo administrador Moacir Buniotto Jr. Ele acredita que o equilíbrio entre saúde, segurança e infraestrutura é o que define uma cidade boa para se viver.

Para Karina Paganotti, não basta ter o serviço; é preciso que ele seja eficiente. Ela defende “postos e hospitais funcionando bem e com atendimento digno” como pilares fundamentais para a evolução da cidade aos 123 anos.

IMPACTO NO CUSTO DE VIDA

Outro ponto de atenção trazido pelo sucesso do turismo é o impacto direto no bolso do cidadão comum. A professora de Muay Thai, Carolina Cordeiro, observa que, embora a cidade tenha melhorado, o custo para viver aqui se tornou um peso.

Ela aponta que o maior problema a ser resolvido hoje é o “custo de vida muito alto: “Por ser cidade turista acaba quase tudo se tornando caro”. O desejo de Carolina é ver uma mudança imediata no “custo das coisas”.

ESTRUTURA PARA AS FAMÍLIAS

Para a professora, uma cidade ideal precisa oferecer mais do que apenas atrações para visitantes. Ela destaca a importância de “boa educação nas escolas públicas, sustentabilidade e uma boa estrutura publica para atender as famílias”.

Carolina sugere que o foco deve estar em espaços de convivência, como “parquinhos, projetos, eventos para as famílias”. Mesmo com as críticas financeiras, ela ressalta que Olímpia ainda é um lugar onde “a paz encontra seu Lar”.

PLANEJAMENTO E SUSTENTABILIDADE

O administrador Moacir Buniotto Jr. foca seu discurso na necessidade de um olhar mais técnico sobre o futuro urbano. Ele acredita que o que deve mudar imediatamente é a “qualidade de vida dos habitantes por meio de um planejamento urbano sustentável”.

Moacir define a trajetória de Olímpia como “pujante”, mas faz um alerta sobre a responsabilidade da gestão. Para ele, cabe aos governantes conduzir a cidade de maneira “séria e responsável, priorizando sempre o bem estar social”.

TECNOLOGIA E BEM-ESTAR

Ao projetar os próximos dez anos, Moacir imagina uma cidade que utilize a tecnologia a seu favor. Ele visualiza uma Olímpia “sustentável e focada no bem estar social, com alta tecnologia em infraestrutura, segurança e saúde”.

Essa visão de um futuro tecnológico e humano é o que ele espera para o próximo ciclo de crescimento. Ele deseja que a cidade continue a crescer com “desenvolvimento responsável, preservando suas raízes culturais”.

PRESERVAÇÃO DA ESSÊNCIA LOCAL

Karina Paganotti reforça que o valor de Olímpia está em sua capacidade de crescer sem perder o acolhimento. “Aqui a gente ainda conversa com os vizinhos na rua, conhece as pessoas pelo nome e vive com mais tranquilidade”, relata.

Ela espera que, daqui a uma década, o comércio esteja mais valorizado e a saúde mais estruturada, mas que a cidade não perca seu “calor humano”. A empresária define a cidade como essencialmente “acolhedora”.

OLÍMPIA COMO REFERÊNCIA NACIONAL

O otimismo sobre o potencial turístico permanece alto entre os moradores. Camila Silva projeta que, em dez anos, Olímpia será o “maior polo turístico do Brasil e referência em grandes eventos”, consolidando o que já vem sendo construído.

Carolina Cordeiro encerra com um desejo de equilíbrio. Ela espera que a cidade mantenha sua infraestrutura de crescimento, mas que “não perca a simplicidade, a segurança e a qualidade de vida”.

 

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