07 de setembro | 2025
Thermas anuncia na Exame R$ 300 milhões em investimentos e confirma construção de 2º parque aquático
Em entrevista à revista Exame, presidente Jorge Noronha detalha o novo complexo “Nações” e um segundo parque em área três vezes maior que a atual, reforçando a posição de Olímpia como referência no turismo nacional.


A reportagem, publicada na quinta-feira (4), destacou que o empreendimento – segundo mais visitado do mundo, com 2 milhões de visitantes anuais e faturamento de R$ 240 milhões – já adquiriu um terreno três vezes maior que o atual para abrigar um novo parque.
COMPLEXO “NAÇÕES”
SERÁ INAUGURADO EM NOVEMBRO
O primeiro passo dessa nova fase será a inauguração do complexo “Nações”, prevista para novembro, com aporte de R$ 60 milhões. O conjunto terá 33 metros de altura e será um dos maiores do planeta, reunindo oito experiências inéditas no Ocidente. Entre elas estará o Anaconda, toboágua com o maior diâmetro do mundo, até então presente apenas em Dubai.
“Se você não apresenta uma grande obra por ano, você não mantém o público. O Nações vai atrair gente só pela curiosidade”, afirmou Noronha à Exame. O presidente destacou que, mesmo que apenas 5% dos visitantes anuais se interessem exclusivamente pela novidade, isso representaria 100 mil pessoas adicionais, suficiente para pagar rapidamente o investimento.
SEGUNDO PARQUE
TRARÁ NOVA PROPOSTA
Na entrevista, Noronha revelou também detalhes do novo parque que será construído em um terreno de 40 alqueires recém-adquirido. A proposta é integrar atrações aquáticas a experiências de contato com a natureza, como tirolesa e arvorismo, em modelo inspirado em destinos como Capitólio.
“O novo parque vai ser mais voltado à água também, mas com outra proposta. A ideia é que o visitante chegue e escolha: vai no Thermas ou no novo parque?”, explicou. Segundo ele, a interligação entre os dois espaços seguirá o estilo da Universal Studios, em Orlando, com passarelas e estacionamento compartilhado.
LIÇÕES DA PANDEMIA
Noronha lembrou ainda como a pandemia impactou a gestão do Thermas, que ficou fechado por oito meses. Mesmo nesse período, os 560 funcionários foram mantidos, sem demissões, graças a R$ 20 milhões em caixa acumulado.
“Foi desesperador. Mas conseguimos sobreviver com caixa e planejamento. Aprendemos, inclusive, quanto custa o parque por dia. Isso mudou a forma como a gente gere tudo aqui dentro”, revelou.
IMPACTO NA TRANSFORMAÇÃO DE OLÍMPIA
O presidente destacou também o papel do parque na transformação da cidade. “Era uma cidade de laranja. Hoje todo mundo conhece Olímpia. O parque mudou a vocação da cidade”, disse.
Fundado em 1987, quando Olímpia tinha menos de 20 mil habitantes, o Thermas ajudou a impulsionar o crescimento populacional para cerca de 60 mil moradores, consolidando a cidade como destino turístico de referência.
NOVOS PROJETOS
JÁ NO HORIZONTE
Além do segundo parque e do complexo “Nações”, Noronha adiantou que já está em fase de estudo a implantação de outro brinquedo grandioso, orçado entre R$ 60 milhões e R$ 70 milhões.
A estratégia, segundo ele, é manter o crescimento contínuo, de forma planejada, garantindo novidades frequentes que sustentem a posição do Thermas como o segundo parque aquático mais visitado do mundo, atrás apenas do Chimelong Water Park, na China.
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