23 de dezembro | 2025
Trabalhador acusa empresa de ameaça e furto após acidente e disputa judicial em Olímpia
Funcionário afirma ter sido forçado a assinar carta de demissão e a deixar alojamento; empresa nega irregularidades e contesta versão apresentada.
Um trabalhador que prestava serviços para a empresa identificada pelas iniciais G.C.M.Ltda. Procurou a Polícia Civil em Olímpia para relatar uma série de fatos que teriam ocorrido após um acidente sofrido enquanto exercia suas atividades profissionais. Segundo o relato, além de falta de amparo por parte da empresa, ele teria sido coagido a pedir demissão e teve pertences subtraídos durante uma abordagem no alojamento onde residia.
O declarante, identificado pelas iniciais C.P.G.S., informou que residia anteriormente em Bebedouro (SP) e se mudou para Olímpia em agosto após receber proposta de trabalho da empresa. Ele afirma que, no dia 14 de outubro de 2025, sofreu um acidente que resultou em fratura na clavícula esquerda, permanecendo afastado de suas funções desde então.
RELATO DE COAÇÃO NO ALOJAMENTO
De acordo com o trabalhador, diante da ausência de apoio da empresa durante o período de afastamento, ele decidiu ingressar com uma ação judicial para resguardar seus direitos. A partir dessa iniciativa, segundo as informações, a relação com a empresa teria se agravado.
Ainda conforme a versão apresentada, na data dos fatos, o proprietário da empresa, identificado pelas iniciais F.R.M., teria ido até o alojamento onde o trabalhador estava hospedado, acompanhado de dois homens, um deles funcionário do setor de recursos humanos. O declarante afirma que foi acordado de forma agressiva e alvo de xingamentos e ameaças.
ASSINATURA DE DEMISSÃO E SAÍDA IMEDIATA
O trabalhador informa que foi obrigado a redigir e assinar uma carta de demissão contra sua vontade, sob pressão verbal, e que, logo após, recebeu ordem para arrumar seus pertences e deixar o alojamento imediatamente.
Segundo ele, ao tentar entrar em contato com seu advogado, percebeu que seu telefone celular, da marca Motorola, havia desaparecido, assim como R$ 200 em dinheiro e sua carteira de identidade, todos deixados no quarto onde estava hospedado.
VERSÃO DA EMPRESA
Procurada, a empresa apresentou uma versão diferente dos fatos. Representantes informaram que estiveram no alojamento apenas para conversar com o trabalhador, alegando que ele não estaria cumprindo as regras do local, causando incômodo a outros funcionários e fazendo uso de entorpecentes.
A empresa também contesta a versão do acidente, afirmando que a fratura na clavícula teria sido consequência de um acidente de motocicleta ocorrido durante período de folga, e não durante o trabalho ou no trajeto. Segundo essa versão, o trabalhador não teria registrado ocorrência sobre o acidente e, posteriormente, teria retornado às dependências da empresa para tentar caracterizar o caso como acidente de trabalho.
CONTESTAÇÃO SOBRE FURTO E COAÇÃO
Ainda de acordo com a empresa, não houve coação para assinatura de qualquer documento, nem retirada forçada do alojamento. A direção também nega qualquer envolvimento no desaparecimento do celular, do dinheiro ou do documento pessoal do trabalhador.
A empresa afirma que o funcionário permanece no alojamento enquanto aguarda decisão do INSS e que as medidas adotadas teriam como objetivo apenas manter a ordem e o cumprimento das regras internas.
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