07 de junho | 2026
Véi da Ni lança duas músicas que mostram lados opostos da velhice
“Tristeza de Véi” e “Alegria de Véi” apresentam visões diferentes sobre o envelhecimento, abordando limitações, memórias, família, companheirismo e as pequenas alegrias da vida cotidiana.
Alegria de Véi
Alegria de Véi Raggae
Tristeza do Véi
O personagem musical Véi da Ni (do jornalista, advogado, filósofo, escritor, pesquisador e editor desta Folha), José Antônio Arantes, ganhou duas novas composições que exploram diferentes formas de enxergar o envelhecimento do ser humano.
As músicas “Tristeza de Véi” e “Alegria de Véi” foram disponibilizadas para audição no portal ifolha (ifolha.com.br/noticias/ouca-as-musicas-do-vei-da-ni-que-falam-de-amor-e-familia/), onde estão todas as músicas já compostas pelo “Véi” e apresentam uma proposta complementar: enquanto uma aborda as dificuldades impostas pelo avanço da idade, a outra destaca as conquistas, aprendizados e alegrias acumuladas ao longo da vida.
As duas canções foram concebidas como uma espécie de diálogo sobre o envelhecimento. Utilizando linguagem simples, referências ao cotidiano e doses de humor, os textos retratam situações comuns enfrentadas por muitas pessoas na terceira idade, desde o uso constante de medicamentos até as mudanças nos sonhos, nas relações familiares e na própria percepção do tempo.
DOIS OLHARES SOBRE A MESMA FASE DA VIDA
Em “Tristeza de Véi”, o personagem faz uma reflexão melancólica sobre os planos que ficaram pelo caminho, as limitações físicas e a sensação de que o tempo passou mais rápido do que se imaginava. A composição cita a rotina de remédios, a dificuldade de manter o mesmo ritmo da juventude e a distância entre os desejos da mente e as possibilidades do corpo.
Ao mesmo tempo, a letra evita o tom dramático e aposta em passagens bem-humoradas, como as referências às cervejas que já não podem ser consumidas como antigamente e às observações da esposa sobre a hora de dormir. O resultado é uma narrativa que mistura nostalgia, resignação e ironia, características frequentemente presentes nas conversas entre pessoas mais velhas.
A FELICIDADE COMO EXPERIÊNCIA ACUMULADA
Já em “Alegria de Véi”, o ponto de partida é semelhante, mas a conclusão é diferente. O personagem reconhece a passagem do tempo, porém afirma que os sonhos apenas mudaram de forma e que a felicidade passa a ser encontrada em aspectos mais simples da vida. A experiência acumulada, a convivência familiar e os relacionamentos duradouros aparecem como elementos centrais da narrativa.
A música também menciona os remédios, os cabelos brancos e as limitações naturais da idade, mas os apresenta como parte de uma trajetória que continua tendo sentido. Em vez de lamentar o que ficou para trás, o personagem valoriza aquilo que conquistou ao longo dos anos e destaca a importância da companhia da esposa, dos amigos e dos familiares.
NETAS, CÃES E MEMÓRIAS EM COMUM
Apesar das diferenças de abordagem, as duas composições possuem pontos de encontro. Tanto em “Tristeza de Véi” quanto em “Alegria de Véi”, aparecem as netinhas como fonte de alegria e renovação, além da presença dos sete cães que acompanham o personagem em seu cotidiano. Os elementos funcionam como símbolos de afeto e companhia em uma fase da vida marcada por transformações constantes.
A proposta das músicas não é oferecer respostas definitivas sobre o envelhecimento, mas mostrar que a velhice pode ser percebida de maneiras distintas, às vezes no mesmo dia e pela mesma pessoa. Entre a saudade do que passou e a gratidão pelo que permanece, as duas canções retratam sentimentos compartilhados por grande parte daqueles que já atravessaram o que o personagem chama, de forma simbólica, de “Cabo da Boa Esperança”.
DISPONÍVEIS NO IFOLHA
As músicas “Tristeza de Véi” e “Alegria de Véi” podem ser ouvidas gratuitamente pelos leitores no portal ifolha (ifolha.com.br/noticias/ouca-as-musicas-do-vei-da-ni-que-falam-de-amor-e-familia/). Com estilos semelhantes e mensagens complementares, as composições ampliam o repertório do personagem Véi da Ni, que vem utilizando a música para abordar, de forma leve e acessível, temas ligados ao cotidiano, à família e às diferentes fases da vida.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!







