23 de novembro | 2025

Vendedor ambulante é preso em flagrante por injúria racial após ofender e fraturar braço de colega em disputa por ponto comercial

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NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA!
Prisão ocorre em data simbólica de luta contra discriminação racial em Olímpia.  Testemunha confirmou uso do termo “macaco” durante briga na Avenida Aurora Forti Neves; vítima sofreu lesão corporal grave com golpes de capacete e autor foi detido pela Guarda Municipal e enquadrado na Lei de Racismo.

Um vendedor ambulante de 37 anos foi detido em pleno feriado da Consciência Negra, na última quinta-feira (20), acusado do crime de preconceito de raça e cor em Olímpia. A ocorrência foi registrada por volta das 9 horas na Avenida Aurora Forti Neves, uma das vias mais movimentadas da cidade devido ao fluxo de turistas que frequentam o parque aquático Thermas dos Laranjais.

No entanto, segundo informações, após passar pela audiência de custódia na sexta-feira, no plantão judicial em Barretos, o acusado foi colocado em liberdade.

A confusão teve início quando uma equipe da Guarda Municipal foi acionada para intervir em um desentendimento entre dois vendedores autônomos. A vítima, que comercializava capinhas para celular no local, relatou que foi abordada pelo autor em tom alterado, o qual exigia sua retirada imediata, alegando ser o “dono” daquele ponto de trabalho.

ESCALADA DA VIOLÊNCIA
E INJÚRIA RACIAL

De acordo com o relato da vítima, a discussão verbal evoluiu rapidamente para ofensas pessoais. O vendedor agredido afirmou que, em determinado momento, o indiciado proferiu ofensas de cunho racial, chamando-o de “macaco” por duas vezes, ato que lhe causou profunda humilhação e indignação.

A situação saiu de controle quando, diante da gravidade das ofensas, houve confronto físico. O autor teria empurrado a vítima e utilizado um capacete para desferir golpes, resultando em uma fratura no braço direito do vendedor agredido, lesão confirmada posteriormente por exame médico no pronto-socorro.

VERSÕES CONTRADITÓRIAS
E TESTEMUNHA DECISIVA

Em sua defesa, o autor alegou trabalhar no local há mais de um ano e disse ter encontrado seu ponto ocupado ao retornar após alguns dias de ausência. Ele afirmou que a vítima se recusou a sair e teria feito ameaças dizendo “te meto bala na cara”. O indiciado admitiu ter dito “sai fora, negão”, mas alegou ter agido em legítima defesa após ser empurrado e ter seu capacete derrubado.

No entanto, as diligências de campo e o depoimento de testemunhas foram cruciais para o desfecho do caso. Uma mulher que presenciou a cena confirmou às autoridades ter ouvido claramente o indiciado proferir a palavra “macaco” contra a vítima, corroborando a denúncia de ofensa de cunho racial.

PRISÃO EM FLAGRANTE
E ENQUADRAMENTO LEGAL

A agressão só cessou com a chegada da viatura da Guarda Civil Municipal, que encaminhou ambas as partes para atendimento médico. Diante da convergência entre o relato da vítima, a confirmação da testemunha e o laudo médico atestando a lesão corporal, a materialidade e a autoria do delito foram estabelecidas.

O delegado Guilherme Carvalho de Oliveira ratificou a voz de prisão em flagrante, determinando o recolhimento do autor à cadeia. A conduta foi enquadrada como injúria por preconceito de raça e cor, conforme o artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, evidenciando a ofensa à dignidade da vítima mediante o uso de expressões discriminatórias.

Após passar pela audiência de custódia na sexta-feira, o acusado foi colocado em liberdade.

 

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