23 de novembro | 2025
Vendedor ambulante é preso em flagrante por injúria racial após ofender e fraturar braço de colega em disputa por ponto comercial
NO DIA DA CONSCIÊNCIA NEGRA!
Prisão ocorre em data simbólica de luta contra discriminação racial em Olímpia. Testemunha confirmou uso do termo “macaco” durante briga na Avenida Aurora Forti Neves; vítima sofreu lesão corporal grave com golpes de capacete e autor foi detido pela Guarda Municipal e enquadrado na Lei de Racismo.

No entanto, segundo informações, após passar pela audiência de custódia na sexta-feira, no plantão judicial em Barretos, o acusado foi colocado em liberdade.
A confusão teve início quando uma equipe da Guarda Municipal foi acionada para intervir em um desentendimento entre dois vendedores autônomos. A vítima, que comercializava capinhas para celular no local, relatou que foi abordada pelo autor em tom alterado, o qual exigia sua retirada imediata, alegando ser o “dono” daquele ponto de trabalho.
ESCALADA DA VIOLÊNCIA
E INJÚRIA RACIAL
De acordo com o relato da vítima, a discussão verbal evoluiu rapidamente para ofensas pessoais. O vendedor agredido afirmou que, em determinado momento, o indiciado proferiu ofensas de cunho racial, chamando-o de “macaco” por duas vezes, ato que lhe causou profunda humilhação e indignação.
A situação saiu de controle quando, diante da gravidade das ofensas, houve confronto físico. O autor teria empurrado a vítima e utilizado um capacete para desferir golpes, resultando em uma fratura no braço direito do vendedor agredido, lesão confirmada posteriormente por exame médico no pronto-socorro.
VERSÕES CONTRADITÓRIAS
E TESTEMUNHA DECISIVA
Em sua defesa, o autor alegou trabalhar no local há mais de um ano e disse ter encontrado seu ponto ocupado ao retornar após alguns dias de ausência. Ele afirmou que a vítima se recusou a sair e teria feito ameaças dizendo “te meto bala na cara”. O indiciado admitiu ter dito “sai fora, negão”, mas alegou ter agido em legítima defesa após ser empurrado e ter seu capacete derrubado.
No entanto, as diligências de campo e o depoimento de testemunhas foram cruciais para o desfecho do caso. Uma mulher que presenciou a cena confirmou às autoridades ter ouvido claramente o indiciado proferir a palavra “macaco” contra a vítima, corroborando a denúncia de ofensa de cunho racial.
PRISÃO EM FLAGRANTE
E ENQUADRAMENTO LEGAL
A agressão só cessou com a chegada da viatura da Guarda Civil Municipal, que encaminhou ambas as partes para atendimento médico. Diante da convergência entre o relato da vítima, a confirmação da testemunha e o laudo médico atestando a lesão corporal, a materialidade e a autoria do delito foram estabelecidas.
O delegado Guilherme Carvalho de Oliveira ratificou a voz de prisão em flagrante, determinando o recolhimento do autor à cadeia. A conduta foi enquadrada como injúria por preconceito de raça e cor, conforme o artigo 2º-A da Lei nº 7.716/89, evidenciando a ofensa à dignidade da vítima mediante o uso de expressões discriminatórias.
Após passar pela audiência de custódia na sexta-feira, o acusado foi colocado em liberdade.
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