27 de dezembro | 2010

Vitima de acidente aéreo em Cajobi continua na UTI

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O piloto
Anderson de Souza Lacerda, de 38 anos de idade, vítima de um
acidente aéreo no início da manhã do dia 23 de dezembro, em uma
propriedade rural de Cajobi, embora consciente, permanece internado
na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital de Base (HB), de
São José do Rio Preto.

Ele sofreu fraturas na mandíbula e
no braço esquerdo, mas não precisou ficar entubado ou mesmo
sedado.

O acidente ocorreu quando o piloto tentava levantar
voo com um monomotor, em uma pista próxima de um canavial. A
aeronave utilizada em pulverização agrícola, que pertence à
empresa Agro Aérea Triângulo, de Mirassol, caiu de bico em um
buraco de contenção da água da chuva. Com o impacto, Lacerda foi
lançado a cinco metros de distância.

As causas do acidente
ainda são investigadas pelo Centro de Investigação e Prevenção
de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) e pela Polícia Civil de Cajobi.
A hipótese estudada é de uma possível falha mecânica. Uma equipe
do Cenipa de São Paulo esteve no local do acidente para periciar a
aeronave. O laudo sairá em 30 dias.

De acordo
com a Polícia Militar de Cajobi, a aeronave foi encontrada por
trabalhadores rurais que escutaram que o avião decolava e em seguida
perceberam que não estava no ar. Quando chegaram depararam com a
aeronave caída no buraco, que fica a aproximadamente 200 metros de
uma pista de terra

O avião
ficou bastante danificado. A cabine foi destruída pelo impacto e o
piloto sofreu ferimentos graves. “Ele estava inconsciente, mas se
debatia bastante, com fraturas no braço e no rosto e alguns cortes”,
contou o sargento Marcos Roberto Granados

A hipótese
de falha mecânica é reforçada devido à experiência do piloto,
que atuava no ramo há seis anos. Lacerda também possui habilitação
específica para aviões agrícolas. “Ele possui toda a
documentação que o autorize a pilotar esse tipo de aeronave”, diz
o escrivão da polícia civil de Cajobi, João Carlos da Silva.

O
engenheiro agrônomo Marcelo Augusto Gonçalves de Oliveira,
responsável técnico da empresa Agro Aérea Triângulo, explica que
toda a documentação da aeronave e em relação à manutenção
estão atualizadas. “Vamos aguardar os laudos técnicos e verificar
o que realmente aconteceu, se foi falha humana ou mecânica”,
explicou.

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