03 de agosto | 2026
Hial pede afastamento imediato de Flávio Olmos da presidência da Câmara
Denúncia formal por suposta “rachadinha” cita fotos de dinheiro, conversas e extratos bancários atribuídos ao ex-chefe de gabinete. Vereador também requer abertura de processo por quebra de ética e decoro parlamentar.

Na representação, Hial afirma que a denúncia foi apresentada com base em informações fornecidas pelo ex-chefe de gabinete Mário Márcio Moreira Soares, que já deixou o cargo, e sustenta que há indícios da prática conhecida como “rachadinha”, expressão utilizada para designar a suposta devolução de parte dos salários de assessores a agentes políticos. O documento não significa que a prática esteja comprovada, cabendo sua apuração pelos órgãos competentes.
DENÚNCIA É ACOMPANHADA DE DOCUMENTOS
Segundo o requerimento, a representação é acompanhada por quatro anexos: conversas atribuídas ao ex-chefe de gabinete, fotografias de dinheiro, extratos bancários e cópia da denúncia encaminhada ao Ministério Público. Hial afirma que esse conjunto de documentos serviria como elemento inicial para fundamentar a abertura da investigação.
No texto, o vereador declara que as provas, “em tese”, demonstrariam a exigência ou o recebimento de parte dos vencimentos de assessores parlamentares, tese que deverá ser analisada durante a apuração.
PEDIDOS À CÂMARA
Entre os pedidos apresentados, Hial requer o recebimento da representação, a instauração do procedimento investigatório, o encaminhamento integral da documentação ao Ministério Público – informando que já realizou essa comunicação anteriormente, além da adoção de diligências para esclarecer os fatos, assegurando o contraditório e a ampla defesa.
Ao final do processo, caso as irregularidades sejam confirmadas, o vereador pede a aplicação das sanções administrativas, políticas e legais cabíveis.
PEDIDO DE AFASTAMENTO
Na parte final do documento, Hial também solicita o afastamento imediato de Flávio Olmos da presidência da Câmara, sob o argumento de que os fatos narrados seriam de extrema gravidade e envolveriam diretamente o chefe do Poder Legislativo municipal.
O vereador afirma ainda que encaminhou a representação ao vice-presidente justamente porque o presidente, sendo o denunciado, não poderia conduzir os procedimentos relacionados ao caso. O requerimento foi datado de 3 de agosto de 2026 e assinado por Otávio Augusto Hial.
CASO SEGUE EM APURAÇÃO
A apresentação da representação não significa reconhecimento de culpa. Eventuais responsabilidades dependerão da análise das manifestações da defesa e das investigações conduzidas pelos órgãos competentes, respeitando-se o devido processo legal e a presunção de inocência.
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