22 de abril | 2012

Polícia Civil vai investigar as circunstâncias da morte

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A Polícia Civil de Olímpia vai investigar quais as circunstâncias em que ocorreu a morte da bebe Rafaela dos Santos Pereira, de apenas seis meses de idade, no final da manhã da quinta-feira desta semana, dia 19, após dois dias de peregrinação pela rede pública de Saúde em busca de atendimento.

Pelo menos é isso que se pode depreender do boletim de ocorrência para investigação, registrado pelo delegado João Brocanello Neto, por solicitação dos pais, Marcos Aurélio Pereira e Luciana dos Santos da Costa, moradores da Rua Miguel Said Aidar, número 528, no Jardim Boa Esperança, na zona norte de Olímpia.

O casal procurou a Delegacia de Polícia local no início da noite de anteontem, comunicando que desde a madrugada de terça para a quarta-feira, por volta das três horas, a filha ficou muito doente, com vômitos e diarréias.

De acordo com o que consta na polícia, na manhã da quarta-feira eles procuraram um médico pediatra na Unidade Básica de Saúde Dr. Clodoaldo Marins Sarti, próxima da residência deles, mas não houve atendimento. Segundo informaram à polícia, foi quando ouviram pela primeira vez que “a agenda estava cheia, muita criança”.

Em seguida, por volta das 08h30, levaram o bebê para a Santa Casa, onde a criança foi atendida pelo clínico geral Fernando Okabe, mas já por volta das 10 horas, ou seja, aproximadamente uma hora depois de chegarem.

Segundo ainda foi informado para a polícia, após ser informado sobre os problemas do bebê, Okabe determinou que fosse aplicada uma injeção para cortar o vômito e soro. Mas os pais afirmam que o médico não colocou a mão na criança e não realizou e nem solicitou a realização de nenhum exame. Além disso, segundo consta no registro policial, não receitou nenhum medicamento, mesmo com a mãe lhe dizendo que a filha ainda estava muito fraca. Consta também que a criança vomitou mais duas vezes, a tarde, por volta das 14 horas e depois, à noite por volta das 20h45.

Na manhã do falecimento o pediatra Atsushi Koroishi atendeu o bebê na UBS Dr. Waldomiro Paiva Luz, localizada na confluência dos Jardins Antônio José Trindade e Luiz Zucca, zona sudeste da cidade, e determinou a sua internação.

Ocorre que, segundo também consta na polícia, que na Santa Casa houve demora para o atendimento, mas foi aplicado soro. Em dado momento, a mãe sentindo que o bebê estava mal, chamou a enfermeira, que providenciou que a bebe fosse a UTI (Unidade de Tratamento Intensivo), mas não houve mais nada que pudesse ser feito.

Consta ainda que os pais e familiares queriam que fosse feito a autópsia para que se esclarecesse a causa da morte do bebê, mas nada foi feito, pelo menos até o momento em que faziam o registro na delegacia, nenhum documento neste sentido foi fornecido.
 

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