09 de março | 2025

Não ao preconceito!

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É preciso conscientizar as pessoas sobre a importância da vacinação contra o vírus HPV

Recentemente, a apresentadora Fernanda Lima foi nomeada a nova embaixadora das iniciativas de conscientização sobre o câncer de colo do útero. Uma das principais causas é o vírus HPV cuja prevenção pode ser feita através de vacina, disponível no SUS – Sistema Único de Saúde – através das Unidades Básicas de Saúde nos municípios.

A vacina contra o HPV é indicada para meninos e meninas de 09 a 14 anos; mulheres e homens com HIV; transplantados de órgãos ou medula óssea; pacientes oncológicos de 09 a 45 anos; vítimas de abuso sexual, de 15 a 45 anos; usuários de Profilaxia Pré-Exposição de HIV, de 15 a 45 anos.

É preciso dizer que a vacina é uma grande arma contra o vírus, no entanto o preconceito e a desinformação ainda impedem que meninos e meninas tenham acesso à vacina, que pode proteger também contra o HPV-2.

Afinal, o que é HPV-2? Também conhecido como Papilomavírus Humano Tipo 2, é um subtipo do vírus HPV que pertence à família Papillomaviridae. O HPV é uma infecção viral que afeta a pele e as mucosas, e o tipo 2 está especialmente relacionado ao desenvolvimento de verrugas na pele, especialmente nas mãos e nos pés. Essas verrugas são comuns e podem aparecer em qualquer pessoa que tenha o vírus, sendo mais frequentes em crianças e adolescentes, embora adultos também possam ser afetados.

As verrugas causadas pelo HPV-2 geralmente são benignas e podem desaparecer sozinhas ao longo do tempo. No entanto, em alguns casos, elas podem persistir ou se espalhar, o que pode exigir tratamento médico. O tratamento pode incluir métodos como crioterapia (congelamento das verrugas), cauterização, ou o uso de medicamentos tópicos que ajudam a eliminar as lesões.

A transmissão do HPV-2 ocorre por contato direto com a pele infectada ou através do compartilhamento de objetos pessoais, como toalhas, calçados, tesouras e outros itens que possam ter contato com a pele de uma pessoa contaminada. O risco de transmissão também é maior em ambientes úmidos, como banheiros públicos e piscinas, onde o vírus pode sobreviver por um período de tempo. No entanto, o HPV-2 não é transmitido sexualmente, como ocorre com outros tipos de HPV que afetam a região genital.

Embora o HPV-2 seja geralmente mais benéfico em relação a outros tipos de HPV, como os que causam câncer cervical, ele ainda é importante em termos de Saúde Pública, pois pode gerar desconforto e, em casos raros, complicações, especialmente quando as verrugas se tornam dolorosas ou se espalham para grandes áreas do corpo.

A prevenção contra o HPV-2 envolve cuidados gerais com a higiene e evitar o contato direto com áreas afetadas do corpo de pessoas infectadas. A vacinação contra HPV pode ajudar a prevenir outros tipos de câncer e verrugas genitais, proporcionando uma abordagem mais ampla de prevenção.

A principal manifestação clínica do HPV-2 são as verrugas, que são nódulos elevados, de superfície áspera, com aspecto de couve-flor. Elas podem variar de tamanho, aparecendo geralmente nas mãos e nos pés, mas também podem surgir em outras áreas do corpo. Em alguns casos, as verrugas podem ser dolorosas, especialmente nas plantas dos pés, onde elas podem ser confundidas com calos.

A maioria das verrugas causadas pelo HPV-2 não representa risco para a saúde a longo prazo e, em muitos casos, desaparece sem a necessidade de tratamento. No entanto, em algumas pessoas, especialmente aquelas com o sistema imunológico comprometido, as verrugas podem se multiplicar ou persistir por mais tempo. O diagnóstico é feito por um médico, que pode observar as características das verrugas. Em casos mais complexos ou quando há dúvidas sobre a natureza da lesão, o médico pode solicitar exames laboratoriais, como biopsias de pele, para confirmar a infecção.

De novo, a vacina contra o HPV é importante e deve entrar na agenda de vacinação das crianças/adolescentes de ambos os gêneros.

 

 

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