21 de maio | 2025
“Guerreiros do Sol”: amor, resistência e cangaço no sertão dos anos 1920
Nova novela original do Globoplay estreia em junho e retrata, com força poética e protagonismo feminino, uma história de amor e luta inspirada em Lampião, Maria Bonita e nos casais que marcaram o Cangaço

“Guerreiros do Sol” se passa no Sertão, nas décadas de 1920 e 1930, e é livremente inspirada na vida de Lampião (Thomás Aquino) e Maria Bonita (Isadora Cruz) e de muitos outros casais de cangaceiros que cruzaram o nordeste brasileiro no período / Estevam Avellar-RG

Rosa (Isadora Cruz) é uma mulher forte e destemida que desafia as regras do sertão e assume o protagonismo no Cangaço, na nova novela do Globoplay / Estevam Avellar-RG

Jânia (Alinne Moraes) surge enigmática e poderosa em “Guerreiros do Sol”, envolvida em tramas de desejo, ambição e segredos no sertão nordestino / Estevam Avellar-RG

Miguel Inácio (Alexandre Nero) e Josué (Thomás Aquino) vivem personagens marcados por conflitos, lealdades e embates no sertão de “Guerreiros do Sol”, a terceira novela Original Globoplay / Estevam Avellar-RG
Uma história de amor em tempos de guerra é o fio condutor de “Guerreiros do Sol”, terceira novela original Globoplay. Criada e escrita por George Moura e Sergio Goldenberg, com direção artística de Rogério Gomes, a trama se passa no Sertão, nas décadas de 1920 e 1930, e é livremente inspirada na vida de Lampião e Maria Bonita e de muitos outros casais de cangaceiros que cruzaram o nordeste brasileiro. A novela estreia no dia 11 de junho no Globoplay e no Globoplay Novelas. No serviço de streaming, serão liberados cinco capítulos por semana, sempre às quartas-feiras. No canal linear, os capítulos serão exibidos de segunda a sexta-feira, às 22h40, com reapresentação do capítulo de sexta no sábado.
“Guerreiros do Sol” traz a história de dois sertanejos, Rosa e Josué, interpretados por Isadora Cruz e Thomás Aquino, que se tornam um dos mais famosos casais de cangaceiros de todos os tempos. Como pano de fundo, o universo do Cangaço e reflexões sobre as origens e contradições do Brasil atual. Paixões, traição, política, vingança, dinheiro e banditismo são alguns dos temas que perpassam os capítulos, recheados de brasilidade e com protagonismo feminino em destaque.
“Esse projeto nasce de um desejo nosso de tratar do universo do Cangaço, mais especificamente desse casal emblemático que é Lampião e a Maria Bonita. Uma história muito brasileira e que pode ser contada e recontada, como são as grandes histórias do nosso país. Queremos trabalhar com a genealogia, não da ferocidade, mas da afetividade. Então estamos contando uma história de amor, que se dá no meio de uma guerra, que é a guerra de formação do Brasil moderno. Quando o Estado não ocupa os espaços, e a lei passa a ser a lei do mais forte”, define o autor George Moura. “A ideia é dar uma dimensão humana do que foi esse momento da nossa história, porque os cangaceiros criaram um modo de viver. E como contraponto, a gente também conta o que acontece dentro das casas, dentro das fazendas. Esse é um elemento importante e que vai nos dando camadas”, comenta o autor Sergio Goldenberg.
O título “Guerreiros do Sol” foi tomado de empréstimo do livro homônimo de Frederico Pernambucano de Mello, que é consultor de pesquisa e conteúdo do projeto. A publicação é um estudo histórico e sociológico do fenômeno do Cangaço que serviu de base para diversas áreas da produção, como figurino e direção de arte. “Frederico foi, e sempre será, a nossa bússola, em toda essa jornada. ‘Guerreiros do Sol’ é um livro dele e nos inspira de diversas formas, a começar pelo título, que é preciso e repleto de alta voltagem poética. Não estamos fazendo uma adaptação da obra, e sim uma ficção a partir de um fenômeno de que fato existiu”, conta Moura. “A gente não está contando a história do Cangaço, fazendo um documentário de como ele foi. Por se tratar de uma ficção, e de não ser uma história biográfica, esse casal é uma espécie de formulação inventiva dos vários casais de cangaceiros que existiram ao longo dos anos. Não é o Cangaço que foi, é o Cangaço que poderia ter sido”, complementa o autor Sergio Goldenberg.
E nem só de amor romântico se faz “Guerreiros do Sol”: relações fraternas também estão no centro da trama. Rosa e Otília (Alice Carvalho) são irmãs inseparáveis, mas de personalidades distintas, que vão se apoiar durante toda a narrativa. E os irmãos Alencar, Josué, Milagre (Ítalo Martins) e Sabiá (Vítor Sampaio), que entram juntos para o Cangaço, e seguem como unha e carne enfrentando o primogênito da família: Arduíno (Irandhir Santos) – grande vilão da obra. A presença feminina em “Guerreiros do Sol” – com personagens fortes, à frente do seu tempo – trará reflexões contemporâneas sobre questões de gênero e relacionadas à sexualidade. “A questão feminina é muito importante. A gente vê a abordagem da presença da mulher no cangaço como uma grande oportunidade de nos comunicar com o público de hoje. A gente consegue olhar para a história, mas, ao mesmo tempo, tem a chance de gerar reflexões e apresentar temáticas e conflitos atuais. E tudo isso, no meio de uma batalha épica pela sobrevivência.”, complementa Sergio Goldenberg.
A trama ainda traz no elenco nomes como José de Abreu, Alexandre Nero, Alinne Morais, Daniel de Oliveira, Nathalia Dill, e muitos atores nordestinos. Como Isadora Cruz, Thomás Aquino, Irandhir Santos, Marcélia Catarxo, Alice Carvalho, Luiz Carlos Vasconcelos, Augusta Ferraz, Pedro Wagner Silva, Kelner Macedo, Rodrigo Garcia e Ênio Cavalcante. “Ter um grande número de atores nordestinos no elenco foi uma prioridade para a gente. Eles trazem a atmosfera do Nordeste para dentro do set”, avalia o diretor artístico Rogério Gomes.
Com narrativa potente, ambientação arrebatadora e um elenco de peso, “Guerreiros do So” promete emocionar e provocar reflexões ao revisitar o universo do Cangaço sob uma perspectiva afetiva, feminista e profundamente brasileira. Unindo ficção e história, a novela convida o público a mergulhar em uma saga de amores impossíveis, laços familiares e lutas por sobrevivência. Promete sucesso!
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