06 de julho | 2025
Morre aos 72 anos delegado condenado por estuprar a própria neta em hotel de Olímpia
Ex-delegado de Itu foi condenado pelo TJ-SP em 2017 por crime ocorrido em Olímpia; Moacir Rodrigues de Mendonça morreu de câncer em Porto Feliz
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Conforme informações apuradas, Moacir morreu em decorrência de um câncer. Ele deixa três filhos e a esposa. O sepultamento foi realizado às 16h do domingo, no Cemitério Municipal Velho de Porto Feliz.
CONDENAÇÃO REVERTEU ABSOLVIÇÃO INICIAL
O delegado foi condenado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em abril de 2017, após decisão unânime que reverteu a sentença de primeira instância. Em maio de 2016, o juiz havia absolvido Mendonça, mas o Ministério Público recorreu da decisão.
Moacir era delegado assistente do 1º Distrito Policial de Itu e ficou preso por um ano e seis meses enquanto aguardava o julgamento do caso. Após a condenação, pôde recorrer da sentença em liberdade.
CRIME OCORREU DURANTE VIAGEM A OLÍMPIA
O abuso sexual aconteceu em setembro de 2014, quando o então delegado, na época com 62 anos, convidou a neta para passar um final de semana em um hotel em Olímpia. O convite partiu do próprio avô, que planejou a viagem.
Segundo o depoimento da vítima à TV TEM, já na primeira noite ela foi obrigada a ter relação sexual com o avô. “Ele me puxou pelo braço e me jogou na cama, eu fiquei muito assustada. Senti muito medo, porque nunca iria imaginar que ele ia fazer esse tipo de coisa”, relatou a jovem.
SEGUNDA TENTATIVA E AMEAÇAS
Na segunda noite, conforme o relato da adolescente, o avô tentou novamente o abuso, mas desta vez ela conseguiu se livrar. O delegado então passou a fazer ameaças para que a neta não contasse o ocorrido aos pais.
“No segundo dia ele tentou e eu o empurrei. Ele falou que queria se despedir de mim, porque no outro dia a gente ia embora. Fiquei entre a cama e a escrivaninha, encolhida. Ele comprou um celular para mim e falou que era para ficar entre eu e ele e que se eu falasse alguma coisa, ele ia falar que eu era louca”, contou a vítima.
REVELAÇÃO APÓS TENTATIVA DE SUICÍDIO
A mãe da adolescente confirmou que a filha somente revelou o abuso quando foi encontrada pela família trancada no quarto com uma arma. A jovem havia tentado suicídio, o que levou à descoberta do crime.
“Eu fiquei muito revoltada, me senti enganada. Eu tinha 38 anos, então fui enganada 38 anos porque uma pessoa não é assim de uma hora para outra, a pessoa quando tem esse costume, ela comete esse crime, não é a primeira vez que comete”, declarou a mãe da vítima.
INVESTIGAÇÃO E JULGAMENTO
A denúncia foi feita pela mãe da adolescente à corregedoria da Polícia Civil. Durante os depoimentos, o delegado negou ter mantido relação sexual com a neta, mas o juiz considerou Moacir culpado com base nas evidências apresentadas.
O caso gerou grande repercussão na época, especialmente por envolver um membro das forças policiais em crime contra vulnerável. A condenação a 18 anos de prisão foi mantida pelo Tribunal de Justiça, que considerou procedentes as alegações do Ministério Público sobre a gravidade do delito e o abuso de confiança familiar.
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