30 de agosto | 2025
Famílias oferecem R$ 50 mil por pistas sobre os três desaparecidos no Paraná
RECOMPENSA ANUNCIADA!
Famílias criam perfil no Instagram e oferecem dinheiro por “informações concretas”. Parentes dos três cobradores paulistas relatam intimidações, recebem áudios suspeitos e afirmam que homens circulam por cidades do Mato Grosso do Sul. Canal no Instagram e número de WhatsApp foram criados para denúncias anônimas.
As famílias de Robishley Hirmani de Oliveira, Rafael Juliano Marascalchi e Diego Henrique Afonso, cobradores desaparecidos em Icaraíma, no Paraná, anunciaram nesta semana a oferta de R$ 50 mil de recompensa para quem fornecer informações concretas sobre o paradeiro dos três homens.
A iniciativa foi divulgada em uma página no Instagram criada especialmente para centralizar as informações do caso: @desaparecidosnoparanaicaraima. Além da rede social, também foi disponibilizado o número de WhatsApp (95) 99147-0384, por meio do qual qualquer denúncia poderá ser enviada de forma totalmente anônima.
PERFIL NAS REDES SOCIAIS
Segundo os familiares, o perfil no Instagram foi a forma encontrada para unificar relatos que chegam de várias regiões do Brasil e ampliar a divulgação do desaparecimento.
“Queremos trazer os meninos de volta. Cada detalhe pode ser decisivo. Por isso, estamos oferecendo a recompensa e garantimos sigilo absoluto a quem colaborar”, disse uma das parentes em entrevista ao Plantão Maringá, no dia 28 de agosto.
ÁUDIOS SUSPEITOS E INTIMIDAÇÃO
Uma das familiares relatou ter recebido áudios de um homem cuja voz seria muito semelhante à de Antônio Buscariolo, apontado como investigado no caso. Segundo ela, a fala do suspeito alternava entre detalhes concretos de cidades percorridas e veículos utilizados e ameaças indiretas à família.
Nos áudios, o homem teria citado deslocamentos por cidades como Dracena, Pauliceia, Brasilândia e até Brasília, sempre na companhia do filho. Também mencionava os veículos: um carro preto, um carro prata e um caminhão furgão.
O tom, segundo a familiar, misturava deboche e intimidação, chegando a falar sobre corpos que poderiam ter sido jogados em rios ou valas, como forma de amedrontar os parentes.
“Ele falava como se soubesse da nossa vida, citava familiares e usava frases como ‘o mundo é pequeno, roda’ para nos intimidar. Em alguns momentos parecia que queria se justificar, dizendo que dívida não se paga com a vida, mas ao mesmo tempo descrevia corpos sendo descartados, como se fosse uma brincadeira macabra”, contou.
RASTREAMENTO ATÉ O MATO GROSSO DO SUL
De acordo com os parentes, os áudios foram rastreados até a região de Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul, próxima a Caraíma. As mensagens indicariam que o suspeito estaria circulando constantemente pelo estado.
“Descobrimos por meios próprios de onde partiam as ligações. Informamos a polícia, mas até agora não recebemos retorno. O telefone que ligou saiu de Três Lagoas e depois migrou para outra cidade, sempre dentro do Mato Grosso do Sul”, explicou a entrevistada.
Segundo ela, a família acredita que o objetivo das mensagens é calar os parentes e afastar a investigação, mas reforça que não vai recuar.
A ESPERANÇA E O APELO FINAL
Apesar da dor e do medo, os familiares afirmam que continuam firmes na busca por respostas. Eles pedem que qualquer pessoa que tenha informações, mesmo que pareçam pequenas, entre em contato.
“Se alguém sabe algo, pedimos que nos ajude. Se não for possível trazê-los de volta com vida, que pelo menos entreguem os corpos para termos o direito de sepultar nossos entes queridos. Deus não permite que nada fique escondido para sempre. Todo crime é descoberto, e acreditamos que a verdade virá à tona”, concluiu a parente.
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