01 de março | 2026
Polícia Civil alerta para “Golpe da Facção” em Olímpia
ALERTA DA POLÍCIA LOCAL!
Extorsão por telefone usa medo e dados pessoais para arrancar dinheiro das vítimas. Criminosos se passam por integrantes de organização criminosa, utilizam informações pessoais para intimidar moradores e exigem transferências via Pix sob ameaça de violência. Autoridades orientam população a não pagar e procurar a delegacia.

Os criminosos entram em contato por telefone ou aplicativos de mensagens, afirmando pertencer a organização criminosa e exigem transferências via Pix sob ameaça de violência.
Segundo a polícia, os golpistas utilizam dados pessoais das vítimas para dar aparência de veracidade às ameaças. Informações como nome completo, endereço, CPF e até nomes de familiares são citadas durante as ligações, aumentando o medo e a sensação de vulnerabilidade.
COMO O GOLPE FUNCIONA
De acordo com a Polícia Civil, a primeira etapa do golpe consiste na obtenção de dados pessoais. Essas informações podem ser adquiridas por meio de vazamentos na internet, redes sociais ou técnicas de engenharia social. Em alguns casos, há suspeita de que os contatos partam de dentro de presídios.
Em seguida, ocorre o contato direto com a vítima, geralmente por ligação telefônica ou mensagem via WhatsApp. O criminoso se identifica como integrante de facção criminosa e demonstra conhecimento de dados pessoais e da rotina da pessoa, buscando conferir credibilidade à ameaça.
FALSA DÍVIDA E AMEAÇAS
Após estabelecer o contato, os golpistas criam uma situação fictícia de conflito. Entre as histórias mais comuns está a alegação de que a vítima teria conversado com mulher casada ou garota de programa ligada à facção, passando então a dever um “cachê” ou estando “jurada de morte”.
Também são frequentes versões de que a vítima teria atrapalhado negócios da organização criminosa, passado informações à polícia ou contraído uma suposta dívida. Para reforçar a intimidação, os criminosos utilizam linguagem agressiva e descrevem possíveis atos de violência contra a vítima ou familiares.
EXIGÊNCIA DE PAGAMENTO
Após a ameaça, os autores exigem pagamento imediato via Pix para “resolver” o problema ou garantir a “proteção” da pessoa e de sua família. A pressão é intensa e contínua, com ligações sucessivas e mensagens insistentes para forçar a transferência.
A Polícia Civil alerta que, quando a vítima realiza o primeiro pagamento, é comum que os golpistas continuem exigindo novos valores, transformando a situação em uma dívida crescente e ampliando o prejuízo financeiro.
ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO
Diante da situação, a Polícia Civil orienta que as pessoas mantenham a calma e não cedam à pressão psicológica. A recomendação é não realizar qualquer tipo de transferência bancária ou pagamento aos criminosos.
Também é fundamental não prolongar a conversa, desligar imediatamente o telefone ou bloquear o contato no aplicativo de mensagens, além de não confirmar ou fornecer dados pessoais.
As vítimas devem registrar Boletim de Ocorrência em qualquer unidade policial ou por meio eletrônico. Denúncias e pedidos de orientação podem ser feitos pelo Disque Denúncia 181 ou pelo telefone 197 da Polícia Civil, com garantia de sigilo.
As autoridades reforçam que, na maioria dos casos, os autores não são integrantes reais de facções criminosas, utilizando apenas o nome dessas organizações para criar medo e obter vantagem financeira por meio da extorsão.
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