02 de abril | 2026

Golpista utiliza Google para faturar mais de 7 mil reais em Olímpia

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Vítima foi atraída por promessa de trabalho extra via SMS e acabou realizando 11 transferências PIX para criminosos na esperança de resgatar valores acumulados.

Uma moradora de Olímpia, identificada como G.F.F.S., procurou a Delegacia de Polícia na última quarta-feira (1º) para registrar um caso de estelionato que lhe rendeu um prejuízo de R$ 7.320,00. O crime, que se enquadra no Artigo 171 do Código Penal, começou a se desenrolar na madrugada do dia 27 de março, quando a vítima recebeu uma mensagem de texto (SMS) de um número com prefixo 92.

De acordo com o Boletim de Ocorrência, o golpista alegou ter encontrado o perfil profissional da vítima e demonstrou interesse em contratá-la, orientando que o contato prosseguisse via WhatsApp. No aplicativo de mensagens, foi explicado que o suposto trabalho consistia em avaliar vendedoras por meio da plataforma Google Maps e inserir códigos em grupos do Telegram.

A ARMADILHA DAS TAREFAS E O PRIMEIRO SAQUE

Para dar credibilidade ao esquema, os criminosos permitiram que a vítima realizasse um saque inicial no valor de R$ 176,00 após as primeiras tarefas. No entanto, ao avançar para as etapas seguintes, a dinâmica mudou: a atendente foi orientada a efetuar pagamentos próprios sob a justificativa de “acumular pontos”.

Esses pontos seriam, supostamente, o requisito necessário para que ela pudesse realizar saques de valores muito maiores ao final do dia. Confiando na promessa de retorno financeiro, a vítima realizou 11 transferências via PIX, que somadas atingiram o montante de mais de 7 mil reais.

EXTORSÃO CONTINUA MESMO APÓS PREJUÍZO

Mesmo após o expressivo prejuízo, os autores do golpe continuaram solicitando novos depósitos. A alegação atual dos estelionatários é de que ainda faltariam 10 pontos para a liberação do saque total, sendo que cada ponto possui o custo adicional de R$ 300,00.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Olímpia e a investigação segue para tentar identificar a autoria, que até o momento é desconhecida. A vítima foi orientada sobre o prazo de seis meses para representar criminalmente contra os autores assim que estes forem devidamente qualificados.

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