14 de abril | 2026

Cão resgatado após 4 anos sem tosa choca Olímpia e expõe caso grave de maus-tratos

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Animal foi encontrado em estado deplorável; tutores alegaram falta de interesse em gastar com cuidados básicos

Um caso revoltante de maus-tratos a animais mobilizou a Polícia Civil de Olímpia na manhã de segunda-feira, 13 de abril. Um cachorro da raça poodle, chamado Simba e com cerca de 10 anos, foi resgatado em uma residência no bairro Santa Fé após denúncias de vizinhos sobre as condições precárias em que vivia.

Segundo o boletim de ocorrência, o animal estava há aproximadamente quatro anos sem receber qualquer tipo de tosa ou cuidado higiênico.

A denúncia foi formalizada por M. L. B. I., coordenadora do Centro de Acolhimento aos Animais da Prefeitura, que esteve no local acompanhada de um funcionário. Ao chegarem à residência, encontraram o cão em estado considerado deplorável, o que gerou indignação imediata diante das condições verificadas.

FALTA DE INVESTIMENTO NO ANIMAL

Durante a abordagem, os tutores apresentaram justificativas que causaram ainda mais revolta. De acordo com o depoimento registrado, um dos responsáveis afirmou que não realizava a tosa do animal simplesmente por não querer gastar dinheiro com o procedimento. Mesmo após orientações da equipe, não houve demonstração de interesse em melhorar a situação do cachorro.

A tutora, apontada como autora do crime no boletim, alegou que o animal seria agressivo, o que dificultaria a realização da tosa. No entanto, a versão não foi suficiente para justificar o estado de abandono, evidenciando negligência prolongada e descaso com o bem-estar básico do cão.

RESGATE E PROVIDÊNCIAS LEGAIS

Diante da gravidade do caso, uma Organização Não Governamental (ONG) local realizou o resgate de Simba, garantindo que ele recebesse os cuidados necessários após anos de sofrimento. Os tutores não demonstraram interesse em arcar com qualquer custo relacionado ao tratamento ou à tosa do animal.

A ocorrência foi registrada como crime de maus-tratos, com base no Artigo 32 da Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais. O caso foi encaminhado pela Delegacia de Polícia de Olímpia para as providências legais cabíveis, e imagens que comprovam o estado do animal foram anexadas ao registro, reforçando a gravidade da situação.

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