13 de julho | 2026

Centro-Oeste leva ao FEFOL a força da congada, da cultura pantaneira e das tradições do cerrado

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Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentam em Olímpia manifestações de fé, danças, música e costumes que preservam a identidade cultural da região durante o 62º Festival do Folclore

O 62º Festival do Folclore de Olímpia (FEFOL) receberá a riqueza cultural da região Centro-Oeste com representantes de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, que levarão ao palco do maior festival de cultura popular do Brasil manifestações marcadas pela religiosidade, pelas tradições do cerrado e do Pantanal e pelo compromisso com a preservação da cultura popular. O evento será realizado entre os dias 1º e 9 de agosto, com entrada gratuita, reunindo mais de 70 grupos folclóricos das cinco regiões do país.

Realizado ininterruptamente desde 1965, o Festival do Folclore de Olímpia consolidou-se como um dos mais importantes encontros da cultura popular brasileira. Em 2026, a 62ª edição acontece sob o tema “Aquele Abraço”, celebrando também o Jubileu de Alecrim, transformando Olímpia, mais uma vez, na capital nacional do folclore ao reunir manifestações tradicionais que representam a diversidade cultural do Brasil.

CONGADA DE CATALÃO REPRESENTA A FÉ POPULAR GOIANA

Representando Goiás, participa o Terno de Moçambique Nossa Senhora do Rosário, do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Catalão, município reconhecido nacionalmente como um dos principais centros da congada brasileira. Fundado em 2018 por Leonardo Bueno, o grupo integra a tradicional Festa do Rosário, celebração religiosa que reúne diversos ternos de congo e de moçambique em homenagem a Nossa Senhora do Rosário, padroeira de grande parte dos congadeiros.

Durante suas apresentações, o grupo preserva uma das mais fortes expressões da religiosidade afro-brasileira do cerrado. O ritmo das caixas e tambores, aliado à coreografia marcada pelo uso dos bastões, simboliza a caminhada dos ternos pelas ruas de Catalão e mantém viva uma tradição transmitida entre gerações, reforçando a ligação entre fé, identidade e resistência cultural.

CULTURA PANTANEIRA DE MATO GROSSO GANHA DESTAQUE

De Cáceres (MT), o Grupo Vitória Régia leva ao FEFOL um espetáculo inspirado na cultura pantaneira. Criada em 2010, a associação cultural dedica-se à valorização das manifestações tradicionais do Pantanal, tornando-se uma das principais referências do folclore mato-grossense.

Além de representar o Brasil em festivais realizados na Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, México, Paraguai e Peru, o grupo foi o único representante de Mato Grosso homenageado pelo FEFOL, em 2013. Em 2023, recebeu o Prêmio Mestre Lucindo pelo trabalho desenvolvido na preservação da cultura pantaneira.

TRABALHO SOCIAL E EDUCATIVO FORTALECE A CULTURA

Muito além das apresentações artísticas, o Vitória Régia desenvolve oficinas gratuitas em escolas, creches, comunidades rurais e bairros periféricos de Cáceres. O projeto alia cultura, inclusão social e economia criativa, contribuindo para a formação de novos agentes culturais e para a manutenção das tradições regionais.

Em Olímpia, o grupo apresentará danças, músicas e elementos do imaginário pantaneiro, valorizando uma das regiões de maior biodiversidade do planeta e mostrando ao público a riqueza cultural construída às margens dos rios do Pantanal.

GRUPO CAMALOTE LEVA AS TRADIÇÕES DE MATO GROSSO DO SUL

Representando Mato Grosso do Sul, o Grupo Camalote, de Campo Grande, retorna ao Festival do Folclore levando um amplo repertório de manifestações populares. Criado em 2003 durante um curso voltado para professores, o grupo tornou-se referência na preservação das tradições sul-mato-grossenses.

Reconhecido pelo IPHAN como Ponto de Cultura em 2008, o Camalote foi finalista do Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, em 2012, na categoria Salvaguarda de Bens de Natureza Imaterial. Grande parte de seus integrantes atua na área da educação e participa do projeto “Camalote vai à Escola”, responsável por levar as danças folclóricas para alunos da rede de ensino.

DANÇAS, LENDAS E COSTUMES DA FRONTEIRA

O repertório do grupo reúne diversas manifestações tradicionais, como cirandas, catira, siriri, polcas, chamamés e danças chaquenhas, além de apresentações inspiradas na religiosidade popular e em personagens do imaginário regional, como o Minhocão, o Pé-de-Garrafa e o Toro Candil, figura típica da fronteira entre Brasil e Paraguai.

Todo esse trabalho é baseado nas pesquisas da folclorista Marlei Sigrist, uma das maiores estudiosas da cultura popular sul-mato-grossense. O Grupo Camalote já participou de outras edições do FEFOL e retorna reforçando seu compromisso com a preservação das tradições culturais do estado.

CENTRO-OESTE MOSTRA UM BRASIL DE FÉ, NATUREZA E IDENTIDADE

Juntas, as delegações de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul apresentarão ao público um retrato das manifestações culturais que nasceram entre o cerrado e o Pantanal, unindo religiosidade, música, dança e histórias que atravessam gerações.

Para a secretária de Cultura e Defesa do Folclore de Olímpia, Priscila Foresti, a presença dos três estados amplia a diversidade cultural do festival.

“O Centro-Oeste chega ao FEFOL com o cerrado e o Pantanal no corpo e na voz. São tradições de fé e de natureza, da congada de Catalão às danças pantaneiras, que revelam um Brasil profundo, guardião de uma cultura riquíssima e ainda pouco conhecida do grande público.”

OLÍMPIA RECEBE UM DOS MAIORES RETRATOS DA CULTURA POPULAR BRASILEIRA

O prefeito Geninho Zuliani destacou a importância da participação dos estados do Centro-Oeste na programação do festival.

“Quando o Pantanal e o cerrado sobem ao palco de Olímpia, o público descobre que o folclore brasileiro é muito maior do que imagina. Receber Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul é uma alegria que engrandece o nosso festival.”

Com representantes de todas as regiões do país, o 62º Festival do Folclore de Olímpia promete mais uma edição marcada pela valorização da identidade cultural brasileira, reunindo manifestações que preservam tradições centenárias e reforçam o papel de Olímpia como a principal vitrine nacional da cultura popular.

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