16 de agosto | 2026
Idosa diz que iPhone 16 foi incluído sem autorização em fatura de loja de Olímpia
Ocorrência foi registrada como estelionato. Segundo o boletim, valor da conta saltou de R$ 89,90 para R$ 396,33 após a inclusão de um iPhone 16; cliente afirma que assinou documento sem saber que se trataria da aquisição do aparelho.

De acordo com o boletim de ocorrência, a cliente tinha uma conta de R$ 89,90. No estabelecimento, foi atendida por uma funcionária que teria pedido para que ela assinasse um documento. Depois disso, a atendente retirou o boleto referente à mensalidade e a cliente se dirigiu a uma casa lotérica para efetuar o pagamento.
FATURA SUBIU PARA R$ 396,33
No mês seguinte, a aposentada recebeu uma cobrança de R$ 396,33. Ao verificar o detalhamento, encontrou o que seria a aquisição de um telefone celular iPhone 16, contratação que afirma desconhecer e não ter autorizado.
Diante da cobrança, a mulher contou o ocorrido à neta. As duas retornaram à loja para pedir esclarecimentos e, segundo o registro policial, foram informadas de que a compra constava como realizada no sistema.
CANCELAMENTO TERIA CUSTO SUPERIOR A R$ 2 MIL
Ainda conforme o relato registrado na delegacia, a cliente foi informada de que, caso quisesse cancelar a suposta compra, seria cobrada uma multa superior a R$ 2 mil.
A aposentada também procurou a central de atendimento da operadora. Segundo ela, foi informada de que nada poderia ser feito porque existiria um documento assinado referente à aquisição do aparelho.
CLIENTE DIZ QUE NUNCA RECEBEU O IPHONE
A vítima declarou à polícia que jamais teve acesso ao telefone celular e que nunca esteve de posse do iPhone 16 mencionado na documentação. Também afirmou que não solicitou nem autorizou a aquisição do produto.
O boletim registra ainda que a nota fiscal do aparelho contém o número de IMEI, identificação individual do telefone que poderá ser utilizada em eventual tentativa de localização ou rastreamento.
FUNCIONÁRIA É CITADA NO REGISTRO POLICIAL
Uma mulher apontada pela vítima como a atendente responsável pelo procedimento foi identificada no boletim de ocorrência. O registro também menciona outra pessoa relacionada ao caso.
Como se trata de uma ocorrência baseada inicialmente no relato da cliente, a responsabilidade criminal ainda depende da apuração policial. O boletim foi registrado em 12 de agosto na Delegacia de Polícia de Olímpia e encaminhado para as providências cabíveis.
CASO SERÁ APURADO
A ocorrência foi classificada como estelionato e não houve prisão em flagrante. Caberá agora à investigação esclarecer de que forma o aparelho foi incluído na contratação, quem ficou com o iPhone 16 e em quais circunstâncias o documento apresentado à aposentada foi assinado.
O caso também deverá apurar se houve efetivamente uma compra autorizada pela cliente ou se seus dados e assinatura foram utilizados para formalizar uma operação que ela afirma desconhecer.
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