28 de agosto | 2026
Golpe do falso mecânico causa prejuízo a clientes e oficina em Olímpia
Criminosos usaram informações de veículos deixados em oficinas para se passar por mecânicos e clientes, enviar falsos orçamentos e pedir pagamentos via Pix. Em dois boletins, prejuízo confirmado passa de R$ 6,3 mil.

Os boletins foram registrados nos dias 25 e 26 de agosto e tratam de golpes com dinâmica semelhante. Em um deles, um cliente perdeu R$ 3.230 depois de receber mensagem de uma pessoa que se apresentou como mecânico de uma oficina onde seu carro estava para orçamento.
No outro, o criminoso se passou por cliente para obter informações da oficina e, depois, se passou por funcionário da empresa para enganar o verdadeiro dono do veículo, que transferiu R$ 2.560. A oficina também declarou prejuízo estimado em R$ 580.
CRIMINOSOS USARAM INFORMAÇÕES REAIS DOS VEÍCULOS
O ponto comum entre os dois casos é que os golpistas tinham informações suficientes para dar aparência de verdade às mensagens. Eles sabiam que os veículos estavam em oficinas, conheciam a necessidade de orçamento e usaram esse contexto para pedir pagamentos antecipados.
Nos dois boletins, as vítimas acreditaram estar tratando diretamente com a oficina ou com alguém ligado ao serviço mecânico. A partir disso, os criminosos apresentaram valores de peças e mão de obra, informaram chaves Pix e pressionaram pelo pagamento para que os supostos reparos fossem realizados.
PRIMEIRA VÍTIMA PERDEU R$ 3.230 APÓS LEVAR ASTRA À OFICINA
No primeiro caso, um homem identificado como Eunathan A. R. S. relatou que, no dia 21 de agosto, levou um GM Astra GL, até um Centro Automotivo, em Olímpia, para realização de reparos. Na ocasião, foi informado de que a oficina entraria em contato posteriormente para apresentar o orçamento e pedir autorização para execução dos serviços.
Depois disso, a própria vítima entrou em contato com a oficina para pedir informações sobre o orçamento. Pouco tempo depois, recebeu mensagem de outro número telefônico. A pessoa se apresentou como mecânico da oficina e enviou um orçamento referente às peças e à mão de obra.
PIX FOI FEITO PARA SUPOSTA COMPRA DE PEÇAS
Segundo o boletim, o falso mecânico informou que a mão de obra poderia ser parcelada, mas que as peças precisariam ser pagas à vista. Após negociações, a vítima fez uma transferência via Pix no valor de R$ 3.230, quantia que seria destinada à compra das peças necessárias para o conserto do carro.
Depois do pagamento, o golpista informou que o orçamento havia aumentado e que a mão de obra totalizaria R$ 1.800. Foi nesse momento que a vítima desconfiou da situação e decidiu ir pessoalmente até a oficina.
OFICINA NEGOU TER ENVIADO ORÇAMENTO
Ao chegar à oficina, a vítima foi informada por um funcionário de que ninguém da empresa havia entrado em contato por aquele número telefônico. A oficina também afirmou que, até aquele momento, nem sequer havia elaborado o orçamento do veículo.
Ainda conforme o boletim, a empresa informou ter recebido contato do mesmo número usado no golpe. Na mensagem enviada à oficina, a pessoa dizia que o celular havia quebrado e pedia que o orçamento fosse encaminhado para outro número. A ocorrência foi registrada como estelionato, com autoria desconhecida.
SEGUNDO GOLPE ENVOLVEU CLIENTE DE OUTRA OFICINA
O segundo boletim relata golpe semelhante, mas com participação indireta da própria oficina como vítima. O caso envolveu outro Centro Automotivo e um cliente identificado como Carlos H. J., que havia deixado uma VW Amarok CD 4×4 no estabelecimento, no dia 24 de agosto, para serviços mecânicos.
No dia seguinte, por volta das 8h25, a oficina recebeu mensagem via WhatsApp de uma pessoa que se passou por Carlos. O falso cliente afirmou que havia trocado de aparelho celular e pediu que o orçamento do veículo fosse encaminhado ao novo número.
FALSO CLIENTE PEDIU ORÇAMENTO E NÚMERO VERDADEIRO
A funcionária da oficina acreditou estar falando com o verdadeiro cliente e encaminhou o orçamento solicitado. Na sequência, o golpista perguntou se a empresa possuía o antigo número de telefone cadastrado de Carlos, alegando que precisava habilitar seu próprio número no novo aparelho.
A informação foi repassada. Com o número verdadeiro em mãos, o criminoso passou a falar com o cliente real, mas agora fingindo ser representante da oficina.
CLIENTE TRANSFERIU R$ 2.560 EM DOIS PAGAMENTOS
Usando o nome da oficina, o golpista apresentou ao cliente um suposto orçamento de R$ 1.180 pela mão de obra e R$ 1.000 pelas peças. Acreditando estar em contato direto com a oficina, Carlos fez uma transferência Pix de R$ 1.000.
Depois, o criminoso informou que também seria necessária a troca de correia dentada e de uma válvula, acrescentando novo valor de R$ 1.380. O cliente ainda conseguiu negociar e fez outra transferência, agora de R$ 1.560. O prejuízo financeiro confirmado ao cliente foi de R$ 2.560.
TERCEIRA COBRANÇA FEZ VÍTIMA DESCONFIAR
Por volta das 16h, o golpista voltou a procurar Carlos e informou que havia sido identificado um suposto problema no alternador do veículo. Para esse novo serviço, pediu mais R$ 1.000.
Diante da nova cobrança, o cliente desconfiou e entrou em contato diretamente com o centro automotivo. Foi então que descobriu que as mensagens e os pedidos de pagamento não haviam sido feitos pela oficina, percebendo que havia caído em um golpe.
OFICINA TAMBÉM TEVE PREJUÍZO COM PEÇAS E SERVIÇOS
Além do prejuízo do cliente, a empresa informou à Polícia Civil que também sofreu dano financeiro estimado em R$ 580. Segundo o boletim, acreditando estar em contato com o verdadeiro cliente, a oficina efetuou pedidos de peças junto a fornecedores para realizar os serviços supostamente autorizados.
Os dois boletins foram registrados como estelionato, com autoria desconhecida. A semelhança no modo de agir chama a atenção: em ambos, os criminosos se aproveitaram da rotina de oficinas, do envio de orçamentos por telefone e da confiança entre clientes e empresas para criar uma comunicação falsa e induzir as vítimas ao pagamento.
Nos dois casos, os golpistas pediram transferências via Pix para suposta compra de peças, usando a urgência do conserto como forma de dar credibilidade à fraude. A Polícia Civil deverá apurar quem estava por trás dos contatos telefônicos, das chaves Pix usadas e se os golpes têm ligação entre si.
CUIDADO DEVE SER REDOBRADO EM ORÇAMENTOS POR WHATSAPP
Os casos servem de alerta para clientes e oficinas. Antes de fazer qualquer pagamento, especialmente por Pix, o consumidor deve confirmar diretamente com o telefone oficial da empresa, preferencialmente por ligação ou pessoalmente. Oficinas também devem redobrar o cuidado antes de fornecer dados de clientes ou encaminhar orçamentos para números novos sem confirmação segura.
A recomendação é desconfiar de mudanças repentinas de número, pedidos de pagamento para contas de terceiros, cobranças fora do padrão e mensagens que pressionem por transferência imediata. Em caso de suspeita, o pagamento deve ser suspenso e a situação comunicada à Polícia Civil.
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