21 de setembro | 2026
Mototaxista denuncia perseguição e ameaças após desentendimento familiar
Homem de 69 anos relatou à Polícia Civil que passou a ser procurado e ofendido repetidamente por familiares. Segundo o BO, houve passagens em frente à sua residência, ameaças feitas por um motociclista e procura até no ponto onde trabalha como mototaxista.

O caso foi registrado na quinta-feira, 18, pelos crimes de ameaça e perseguição. Segundo o boletim, os episódios teriam ocorrido principalmente no dia anterior, nas proximidades da residência da vítima, no bairro Menina Moça II.
DESENTENDIMENTO TERIA COMEÇADO MESES ANTES
V.L.P. contou que é avô de G. e que, aproximadamente dois meses antes, o neto teria pedido que ele realizasse uma corrida para fazer uma entrega.
A vítima, que exerce a profissão de mototaxista, teria informado que não realizava aquele tipo de serviço. Posteriormente, segundo seu relato, um dos filhos recebeu uma mensagem de G. dizendo que o avô não deveria passar próximo à residência dele.
Depois disso, o mototaxista afirmou que deixou de manter contato tanto com o neto quanto com F.C.R., mãe do rapaz.
MULHER TERIA OFENDIDO MOTOTAXISTA NA RUA
Na manhã de quarta-feira, 17, por volta das 10h40, V.L.P. estava a caminho de casa quando teria visto F.C.R. em um veículo.
Segundo o boletim, ela teria dirigido ofensas ao mototaxista, chamando-o de “velho podre” e “desgraçado”, antes de seguir seu trajeto.
CELULAR QUEBRADO FOI ENCONTRADO EM FRENTE À CASA
Por volta das 12h40, a vítima encontrou em frente à residência um telefone celular com a tela quebrada.
Um vizinho teria relatado que, pouco antes, um homem em uma motocicleta havia parado diante do portão e começado a gritar, fazendo ameaças e proferindo xingamentos.
V.L.P. colocou o aparelho para carregar para tentar descobrir a quem pertencia. Quando o telefone tocou, ele atendeu e informou o endereço onde estava.
APARELHO PERTENCIA AO NETO
Pouco depois, um filho da vítima entrou em contato e informou que o celular seria de G.A.R.P. Segundo o relato, havia sido dito a ele que o mototaxista estava com o aparelho e não queria devolvê-lo.
V.L.P. afirmou que explicou ter encontrado o telefone em frente à própria casa e que, posteriormente, pediu a outro mototaxista que realizasse a entrega do aparelho.
Ainda segundo o BO, o filho voltou a procurá-lo dizendo que F.C.R. estaria bastante alterada e reclamando da demora envolvendo a retirada do chip do telefone.
VÍTIMA DIZ QUE MULHER VOLTOU À SUA CASA
Por volta das 17 horas do mesmo dia, F.C.R. teria passado novamente em frente à residência do mototaxista e voltado a proferir xingamentos.
Desta vez, segundo V.L.P., ele conseguiu fazer uma gravação em áudio do episódio e apresentou o material durante o registro policial.
ELA TAMBÉM TERIA PROCURADO MOTOTAXISTA NO TRABALHO
A situação teria continuado durante a noite. Por volta das 20 horas, F.C.R. teria ido até o ponto de mototáxi onde V.L.P. trabalha procurando por ele. O homem, porém, não estava no local naquele momento.
Cerca de três horas depois, por volta das 23 horas, a mulher teria passado novamente em frente à residência da vítima e repetido os xingamentos antes de deixar o local.
CASO FOI REGISTRADO COMO AMEAÇA E PERSEGUIÇÃO
Diante da repetição dos episódios, o mototaxista decidiu procurar a Polícia Civil.
O boletim foi registrado com autoria conhecida pelos crimes de ameaça e perseguição. A vítima foi orientada sobre o prazo legal para eventual representação criminal contra os envolvidos.
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