26 de setembro | 2026
Hotel denuncia uso de dados de reservas em tentativas de golpe contra hóspedes
Empresa relatou à polícia contatos que pediam instalação de aplicativo e envio de código do WhatsApp. Também foi identificado um site não autorizado que poderia ser confundido com um canal oficial de reservas.

O boletim foi registrado na segunda-feira, 21 de setembro, e complementado na terça-feira, 22, após a identificação de um endereço eletrônico não autorizado que utilizava a identificação comercial do empreendimento e poderia ser confundido com um canal oficial de reservas.
CONTATOS PROMETIAM AGILIZAR A ENTRADA
De acordo com o relato apresentado à polícia, pessoas entraram em contato com hóspedes afirmando que seria necessário instalar um aplicativo para autenticação, agilização do check-in e liberação de pulseiras.
Durante a abordagem, também orientavam os clientes a enviar um código recebido pelo WhatsApp. A empresa informou no boletim que esses procedimentos não correspondem às práticas oficiais do hotel.
EMPRESA APURA ORIGEM DOS DADOS
Na primeira versão do registro, a empresa apontou ocorrências relacionadas a três reservas. O documento não informa valores de prejuízo nem confirma que os hóspedes tenham instalado o aplicativo ou repassado os códigos solicitados.
A responsável pelo empreendimento declarou que apura a origem das informações utilizadas nos contatos e que notificou parceiros envolvidos no tratamento dos dados para verificação e preservação de registros técnicos. O boletim não esclarece como os responsáveis obtiveram as informações das reservas.
SITE USAVA NOME DO EMPREENDIMENTO
Na complementação feita no dia 22, o representante informou a descoberta de um domínio que associava a palavra “reservas” ao nome comercial do empreendimento. Segundo a empresa, o endereço não havia sido criado, registrado, contratado, autorizado ou administrado por ela nem, até onde tinha conhecimento, por alguma integrante do mesmo grupo empresarial.
A preocupação relatada é que a identificação pudesse levar clientes, hóspedes e outros consumidores a acreditar que estavam diante de um canal oficial de reservas ou atendimento. O documento não estabelece uma ligação comprovada entre esse endereço e os contatos feitos com os hóspedes.
ACESSO PASSOU A SER NEGADO
Após identificar o domínio, a equipe técnica consultou informações públicas do cadastro e preservou os resultados por meio de capturas de tela. Também entrou em contato com o provedor relacionado à infraestrutura utilizada, solicitando providências para indisponibilizar o endereço.
Segundo o relato, uma tentativa posterior de acesso passou a exibir uma mensagem de acesso negado. Apesar disso, a empresa manteve o pedido de apuração, pois ainda não havia identificado quem criou, contratou, administrou ou utilizou o domínio.
AUTORIA E ALCANCE AINDA SÃO DESCONHECIDOS
A empresa informou que não era possível determinar a finalidade efetiva do site, por quanto tempo permaneceu acessível, quantas pessoas o visitaram ou se foi utilizado para coletar dados pessoais, realizar reservas ou cobrar valores. Também ressaltou que os dados encontrados no cadastro não eram suficientes para identificar o responsável.
A ocorrência foi registrada como estelionato, com autoria desconhecida. A empresa solicitou a apuração dos fatos e a preservação de registros eletrônicos, colocando suas equipes técnica e jurídica à disposição para apresentar documentos, mensagens e outras evidências.
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