27 de setembro | 2026
Olímpia tenta virar sede da Copinha de 2027
Segundo o secretário de Esporte, Lazer e Juventude, a Federação Paulista tinha vistoria marcada no estádio e na estrutura da cidade nesta quarta-feira (24). Candidatura ainda depende de aprovação da entidade. Entrevista também revelou plano para nova academia, atraso na cobertura do Ginásio e ampliação de modalidades gratuitas.

Na entrevista, o secretário afirmou que representantes da Federação Paulista de Futebol fariam nesta quarta-feira, 24, uma vistoria no estádio e também na estrutura disponível na cidade. Isso, porém, não significa que Olímpia já esteja confirmada. A própria resolução da FPF estabelece que os candidatos a sede precisam cumprir exigências de documentação, segurança e infraestrutura e determina que apenas os municípios aprovados no processo serão posteriormente comunicados pela entidade.
COPINHA AINDA DEPENDE DE APROVAÇÃO
A 57ª Copa São Paulo está oficialmente prevista para ocorrer entre 2 e 25 de janeiro de 2027. A Federação exige, entre outros pontos, laudos técnicos atualizados do estádio, documentação prevista no termo de compromisso e manifestação da Polícia Militar garantindo a segurança. A resolução também estabelece que terão condição de jogo atletas nascidos entre 2006 e 2011.
Kokão explicou que a candidatura não envolve apenas deixar o gramado em condições. Segundo ele, a Federação observa a capacidade da cidade de receber delegações, o que inclui hotelaria, transporte e serviços de apoio, como lavanderia. O secretário disse ainda que a Prefeitura pretende buscar participação da iniciativa privada para viabilizar parte da estrutura. No programa, chegou a afirmar que o poder público municipal sozinho não conseguiria bancar toda a operação e pediu adesão de empresários ao projeto.
COBERTURA DO GINÁSIO SEGUE SEM SAIR
Se a Copinha aparece como novidade, a entrevista também expôs projetos que caminham em velocidade bem menor. Zé Kokão voltou a falar da cobertura do Ginásio de Esportes, assunto que já havia sido citado anteriormente. Segundo ele, o projeto recebeu sucessivas exigências para correção e teria sido devolvido 12 vezes para adequações, o que vem atrasando a execução.
O secretário atribuiu boa parte das dificuldades à burocracia dos convênios e da administração pública. Citou projetos iniciados ainda em 2024 que, segundo ele, permanecem sem execução e mencionou também uma proposta para implantação de aulas de biribol que estaria há aproximadamente um ano e meio aguardando andamento na esfera estadual. As declarações foram feitas pelo secretário durante a entrevista; não foram apresentados, no programa, documentos que permitissem conferir individualmente cada etapa desses processos.
ATIVIDADES GRATUITAS E DESCENTRALIZAÇÃO
Ao detalhar o que já funciona, Kokão enumerou atividades oferecidas gratuitamente no Ginásio de Esportes, no Complexo Esportivo e em outros pontos do município. Entre as modalidades mencionadas estão natação, hidroginástica, futebol, musculação, capoeira, muay thai, balé, funcional e ginástica. O próprio portal municipal informa que a utilização dos equipamentos e a participação nas atividades esportivas são gratuitas, condicionadas à existência de vagas e às faixas etárias de cada modalidade.
A Secretaria também tenta levar atividades para fora dos equipamentos centrais. O secretário citou projetos em bairros, além de Baguaçu e Ribeiro dos Santos, onde anunciou novas turmas de artes marciais e outras modalidades. Ele afirmou ainda que as atividades recebem pessoas com deficiência e disse que perto de 200 usuários do Complexo teriam se declarado PCD. Nesse caso, o número foi informado pelo secretário durante o programa.
EMAGRECIMENTO E CONTRATURNO
Outro programa abordado foi o Emagrecimento Legal, que acaba de iniciar sua segunda turma. Kokão explicou que 30 pessoas foram selecionadas e passaram por avaliação médica e nutricional antes de iniciar seis meses de acompanhamento e atividades físicas. A informação coincide com publicação oficial da Prefeitura de 21 de setembro, segundo a qual a segunda turma é composta por 30 participantes e terá acompanhamento durante seis meses, envolvendo atividade física, orientação nutricional e avaliação profissional.
Para crianças, Kokão destacou ainda um projeto de contraturno escolar, destinado, segundo ele, à faixa dos 6 aos 11 anos. Crianças que estudam à tarde podem permanecer no projeto pela manhã e vice-versa. O secretário afirmou que o serviço funciona na região da Cohab 4, oferece práticas esportivas e conta também com monitores, assistência social e atendimento psicológico. Ele mencionou ainda fornecimento de alimentação ao longo do período de permanência.
MAIS DE 800 AGUARDAM MUSCULAÇÃO
Um dos números que mais chamaram atenção na entrevista surgiu quando o assunto chegou à academia do Complexo Esportivo. Segundo Zé Kokão, há mais de 800 pessoas na fila de espera para musculação. O serviço municipal realmente funciona com vagas limitadas e lista de espera por ordem de inscrição, conforme a Carta de Serviços da Prefeitura, embora o portal não informe o total atualizado de pessoas aguardando.
A procura levou à discussão sobre a necessidade de outra unidade. Kokão afirmou que existe um espaço municipal ao lado do Ginásio de Esportes que poderia receber uma nova academia e outros salões para atividades físicas, mas reconheceu que hoje não há recurso garantido para a obra. Segundo ele, a intenção é procurar verbas no próximo ano junto a deputados e possíveis parceiros e começar por uma estrutura menor, que possa ser ampliada posteriormente.
ENTRE NOVOS PROJETOS E VELHOS GARGALOS
A entrevista mostrou, portanto, duas situações ao mesmo tempo na área esportiva municipal. De um lado, há projetos em funcionamento, aumento da procura por atividades gratuitas, expansão para bairros e distritos e a tentativa de colocar Olímpia entre as sedes da principal competição de futebol de base do país. De outro, aparecem fila superior a 800 pessoas em uma das modalidades, falta de recursos para nova estrutura e projetos que, segundo o próprio secretário, chegam a levar mais de um ano entre elaboração, análise e execução.
No caso da Copinha, o próximo passo é decisivo. A candidatura existe e a Federação estabelece critérios objetivos, mas Olímpia ainda precisa ser aprovada oficialmente como sede. A resolução da FPF deixa claro que a manifestação de interesse e o cumprimento das exigências não garantem participação automática. Até essa confirmação, o município segue no processo de tentar demonstrar que estádio e cidade têm condições de receber jogos da competição em janeiro.
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