27 de setembro | 2026
Júri descarta tentativa de feminicídio e condena pedreiro a 2 anos e 6 meses
Admilson Martins Claudino, de 46 anos, era acusado de tentar matar a ex-companheira. Conselho de Sentença acolheu a tese da defesa e a pena foi fixada em dois anos e seis meses de reclusão. Como estava preso preventivamente havia quase quatro anos, período superior à condenação, o alvará de soltura foi expedido no dia seguinte.

O Conselho de Sentença, formado por quatro homens e três mulheres, acolheu a tese da defesa e desclassificou a acusação para lesão corporal grave. A pena foi fixada em dois anos e seis meses de reclusão.
JULGAMENTO DUROU VÁRIAS HORAS
A sessão foi presidida pelo juiz Wellington Urbano Marinho. Na acusação atuou o promotor de Justiça Thiago Allan Xavier. A defesa ficou a cargo dos advogados Thais Barão, de Olímpia, e Álvaro Assis, de Brasília.
O caso aconteceu em 4 de novembro de 2021, por volta das 21h15, na Rua José Rodrigues Ocanha, em Olímpia. Segundo a denúncia, a vítima teria sido atingida por cerca de seis golpes, sofrendo ferimentos nas pernas, braços e ombro.
RÉU NEGOU MOTIVAÇÃO APONTADA NA DENÚNCIA
A acusação sustentava que Admilson não aceitava o fim de um relacionamento de cerca de cinco anos. Em plenário, porém, ele negou essa versão e disse que os dois já estavam separados e mantinham outros relacionamentos.
Segundo o réu, a ex-companheira teria ido até sua casa para conversar e uma discussão teria começado após ele se recusar a reatar o relacionamento.
NEGOU USO DE FACA
Admilson afirmou que estava preparando o jantar e negou ter usado faca. Segundo ele, os golpes teriam sido desferidos com um cortador de alho.
Após o episódio, deixou o local e foi preso quatro dias depois, em Severínia, permanecendo encarcerado até o julgamento.
Depois dos debates entre acusação e defesa, os jurados afastaram a tentativa de feminicídio e reconheceram o crime de lesão corporal grave.
Com a decisão, a pena foi fixada em dois anos e seis meses de reclusão.
TEMPO PRESO SUPEROU A PENA
Admilson, porém, estava preso preventivamente havia quase quatro anos, período superior aos dois anos e seis meses estabelecidos na condenação.
Por essa razão, estava prevista para sexta-feira, 25, a expedição de alvará de soltura.
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