23 de outubro | 2026

Família suspeita de desvio de benefício

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BENEFÍCIO SOB SUSPEITA!
Mulher com deficiência mental ficou internada por cerca de dois anos em Botucatu. Familiar afirma que uma assistente social teria admitido realizar saques, mas dinheiro não foi localizado após transferência da paciente para clínica em Bady Bassitt.

Uma moradora procurou a Polícia Civil de Olímpia para registrar suspeita de desvio de valores do benefício previdenciário de sua sobrinha, uma mulher interditada judicialmente em razão de deficiência mental. Segundo o boletim de ocorrência, a paciente permaneceu internada durante aproximadamente dois anos em uma instituição de saúde de Botucatu, período em que teriam ocorrido movimentações financeiras ainda não esclarecidas.

O registro foi feito na quarta-feira, 21, por D.M.P., tia de S.P.C.. A familiar relatou que a sobrinha esteve internada no Centro de Atenção Integral à Saúde Professor Cantídio de Moura Campos, em Botucatu, sendo posteriormente transferida para a Clínica Luz do Mundo, no município de Bady Bassitt.

TIA QUESTIONOU DESTINO DO DINHEIRO

Durante o período de internação em Botucatu, D.M. realizava visitas frequentes à sobrinha e, em uma dessas ocasiões, questionou funcionários da instituição sobre os valores do benefício previdenciário recebido pela paciente.

Segundo seu relato, os funcionários disseram não possuir informações sobre o dinheiro e a orientaram a procurar a assistência social do município de Torre de Pedra, onde a sobrinha havia residido anteriormente.

A familiar afirmou que entrou em contato com uma assistente social identificada apenas como Cláudia e questionou o destino dos pagamentos.

ASSISTENTE TERIA CONFIRMADO SAQUES

De acordo com a versão apresentada à polícia, a profissional teria informado que havia realizado saques do benefício e que os respectivos valores permaneciam guardados em dinheiro, sob sua responsabilidade.

Naquele período, a paciente estava em processo de transferência para outra instituição. A tia acreditou que o dinheiro seria disponibilizado juntamente com a transferência e decidiu aguardar a conclusão do procedimento.

Entretanto, após a mudança para Bady Bassitt, afirmou que nenhum valor foi entregue e que o cartão utilizado para movimentar o benefício também não foi localizado.

PAGAMENTOS CONSTAM EM EXTRATO

Diante da situação, D.M. procurou auxílio de uma advogada e conseguiu obter um demonstrativo de pagamento do benefício.

Segundo o boletim, o documento indica que a sobrinha recebeu pagamentos ao longo de alguns anos. Entretanto, a partir de janeiro, o benefício teria deixado de ser pago, possivelmente em razão da ausência de prova de vida.

O demonstrativo, porém, não apresenta informações sobre saques ou movimentações bancárias. Assim, ainda não foi possível confirmar se os valores depositados foram efetivamente retirados, qual seria o montante envolvido ou quem teria realizado eventuais operações.

PROCESSO DE CURATELA DIFICULTA ACESSO

A familiar informou que não possui acesso à conta bancária da sobrinha porque o processo de curatela permanece em tramitação judicial.

Essa situação impede, por enquanto, a conferência direta do extrato bancário completo e a identificação de possíveis movimentações financeiras.

D.M. afirmou suspeitar que os recursos possam ter sido sacados ou utilizados indevidamente por terceiros e decidiu procurar a Polícia Civil para registrar os fatos e solicitar esclarecimentos.

CASO AINDA NÃO TEM CRIME COMPROVADO

A ocorrência foi registrada inicialmente como não criminal, sem identificação de autoria de eventual irregularidade.

O boletim contém apenas a versão apresentada pela familiar, sem manifestação da assistente social mencionada ou das instituições envolvidas.

A existência de pagamentos previdenciários não comprova, por si só, que tenha ocorrido desvio de recursos. Para esclarecer a situação, será necessário verificar os extratos bancários, a destinação dos valores e quem possuía autorização para movimentar a conta da paciente.

O registro foi realizado para documentar a suspeita e possibilitar a adoção das providências cabíveis.

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