01 de novembro | 2026

Olmos estaria preso em Paulo de Faria e Renan pode ser solto

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Fontes ligadas à polícia informam que o ex-presidente da Câmara teria sido transferido para o presídio de Paulo de Faria, enquanto Renan Balatori poderia ser libertado após prestar novo depoimento.

O vereador Flávio Augusto Olmos, ex-presidente da Câmara Municipal de Olímpia, teria sido transferido para o presídio de Paulo de Faria, onde permaneceria preso preventivamente no âmbito da Operação Caixa Frio. Já o ex-assessor Renan Gustavo Balatori poderia ser colocado em liberdade após prestar novo depoimento ao delegado Gustavo Lopes Coelho, responsável pela investigação.

As informações foram obtidas extraoficialmente pelo iFolha junto a fontes ligadas à polícia. Segundo os relatos, Flávio seria o único dos investigados a permanecer preso, enquanto Renan estaria aguardando uma nova oitiva antes da possível libertação. Até o fechamento desta edição, entretanto, não havia confirmação oficial sobre a transferência, o depoimento ou eventual decisão judicial autorizando a soltura.

INFORMAÇÕES SOBRE PRISÕES DIVERGEM

A situação contrasta com a informação divulgada na sexta-feira, 23, pelo jornal O Diário, de Barretos. Na ocasião, o delegado Gustavo Lopes Coelho afirmou que a Polícia Civil havia solicitado e obtido a conversão das prisões temporárias em preventivas de Flávio Olmos e de um assessor parlamentar.

Segundo o delegado, a medida foi motivada por indícios de que os investigados teriam tentado influenciar versões de pessoas envolvidas no caso, interferindo na produção de provas.

DELEGADO NÃO ATENDE O IFOLHA

O delegado Gustavo Lopes Coelho continua sem atender às tentativas de contato do iFolha para esclarecer os desdobramentos da operação. O procedimento tramita sob segredo de justiça, o que também impede o acesso público às decisões sobre as prisões e eventuais transferências dos investigados.

Entre os pontos ainda sem esclarecimento estão a situação atual de Renan, a possível realização de um novo depoimento e a existência de decisão autorizando sua libertação.

INQUÉRITO ESTÁ EM FASE FINAL

A Operação Caixa Frio foi desencadeada em 15 de outubro, com o cumprimento de quatro mandados de prisão temporária e oito de busca e apreensão. A Polícia Civil investiga um suposto esquema de devolução de parte dos salários de servidores comissionados da Câmara ao então presidente do Legislativo.

A investigação reúne depoimentos, movimentações bancárias e informações financeiras sobre possíveis repasses de dinheiro. Em sua última manifestação pública conhecida, o delegado informou que o inquérito estava em fase final e que Flávio poderia responder por corrupção passiva e concussão, além de outros crimes eventualmente identificados.

SOLTURA DEPENDE DA JUSTIÇA

Caso tenha sido decretada prisão preventiva contra Renan Balatori, sua eventual libertação dependerá de decisão judicial. A realização de um novo depoimento, isoladamente, não determina a soltura de um investigado submetido a essa medida.

 

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