03 de novembro | 2026
Comissão pede mais 30 dias para analisar denúncia contra Flávio Olmos
Vereadores alegam que investigação policial já reúne mais de 1.600 páginas e segue sob segredo de justiça. Pedido foi aprovado por maioria na Comissão de Ética, mas ainda depende de decisão da Câmara.

A decisão foi tomada em reunião realizada na terça-feira, 3 de novembro, às 16h. O pedido consta do Requerimento nº 794/2026 e foi apresentado pelo presidente da comissão, Marco Antônio Parolin de Carvalho, e pela vereadora Lucimara Batista Germano do Nascimento. O procedimento em análise teve origem na denúncia apresentada pelo vereador Otávio Hial, por meio do Requerimento nº 768/2026.
MAIS DE 1.600 PÁGINAS SOB SIGILO
Na justificativa, os vereadores afirmam que os procedimentos relacionados à investigação criminal já somariam mais de 1.600 páginas e continuam tramitando sob segredo de justiça. A comissão declara não possuir acesso integral aos documentos, o que dificultaria a análise das informações que fundamentam a denúncia.
O requerimento informa ainda que a autoridade policial solicitou e obteve uma prorrogação de 15 dias para concluir o inquérito, além dos dez inicialmente previstos, totalizando 25 dias. Segundo os autores, a investigação ainda não foi concluída.
PRAZO DE CINCO DIAS É QUESTIONADO
De acordo com os vereadores, o prazo regimental de cinco dias para a emissão do parecer de admissibilidade seria insuficiente diante do volume documental e das limitações de acesso aos autos.
O documento reconhece que essa fase não representa um julgamento definitivo da responsabilidade de Flávio Olmos. Sua finalidade é verificar se a denúncia apresenta os requisitos necessários para que o procedimento parlamentar tenha prosseguimento.
Os autores argumentam que a análise deve respeitar o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, sem antecipar conclusões sobre fatos que continuam sendo investigados.
PEDIDO PODE IR AO PLENÁRIO
Um dos pontos levantados é que o Regimento Interno da Câmara estabelece prazo para o parecer, mas não prevê expressamente sua prorrogação em circunstâncias excepcionais.
Por isso, os vereadores solicitam que a Presidência decida sobre a possibilidade de ampliar o prazo. Caso seja reconhecida uma omissão regimental, o pedido poderá ser encaminhado ao Plenário para deliberação.
O requerimento também menciona que a Câmara já autorizou anteriormente uma prorrogação de cinco dias em procedimento relacionado aos mesmos fatos.
DECISÃO AINDA NÃO FOI TOMADA
A ata da reunião confirma que a proposta de prorrogação foi aprovada pela maioria dos membros da Comissão de Ética, integrada por Marco Antônio Parolin de Carvalho, Lucimara Batista Germano do Nascimento e Luciano Ferreira.
Entretanto, a aprovação na comissão não significa que os 30 dias adicionais já tenham sido concedidos. O requerimento será submetido à Presidência da Câmara, com eventual análise do Plenário.
O documento solicita expressamente que essa decisão seja tomada antes do encerramento do prazo atualmente em curso.
DENÚNCIA CONTINUA EM ANÁLISE
O pedido de prorrogação não representa arquivamento da denúncia nem decisão favorável ou contrária à cassação do mandato de Flávio Olmos.
Caso o prazo adicional seja autorizado, a comissão terá mais tempo para analisar os documentos disponíveis e avaliar a necessidade de esclarecimentos complementares antes de decidir sobre a admissibilidade da denúncia.
Enquanto isso, a investigação criminal da Operação Caixa Frio e o procedimento político-administrativo da Câmara seguem caminhos distintos. A comissão afirma que não pretende condicionar sua atuação ao resultado do inquérito policial, embora considere seus desdobramentos relevantes para a análise.
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