07 de janeiro | 2013
Chuva de 61 mm volta a causar inundações no Jd. São Benedito

A comerciária Eliana Nardello (foto acima), que trabalha numa loja de aluguel de materiais para festas infantis, localizada na Rua Coronel José Medeiros, número 927, quase em frente à sede do Sindicato dos Bancários, reclama que é um problema constante, com qualquer quantidade de chuva.
“Esse problema é direto. A gente vive sob pressão e ameaça. Toda vez que começa a chover a gente já fica com medo aqui na loja. Todos nós. Tanto aqui, quanto no Nakamura, sindicato, a gente vive numa pressão psicológica. Qualquer tipo de chuva os bueiros começam a alagar e voltar água. Enche, parece um mar”, disse.
Porém, segundo ela desta vez não teve prejuízo: “Porque nós providenciamos umas prateleiras para colocar os enfeites. Colocamos todos os produtos para cima. Deu tempo de socorrer porque vieram muitas pessoas nos ajudar”.
Dentro da loja a água chegou 40 centímetros de altura. “Aqui a gente vive uma situação precária. Promessas e promessas do prefeito que vai arrumar e nada”. Ela reclama que é difícil falar com o prefeito Eugênio José Zuliani e que a proprietária da loja já tentou várias vezes.
“Fica na espera e ele nunca pode te atender. Eu nunca vi um prefeito que nunca te atende. O Dr. Carneiro poderia ter todos os defeitos, mas ele falava com a gente até na rua. Esse não, ele anda com o vidro (do carro) fechado para não falar com as pessoas”, acrescenta.
CLIMA DE TERROR

Basta ameaçar ou começar a chover para chegar a preocupação e o medo: “Fica aquela tensão; Qualquer nuvem que a gente vê um pouco maior, a gente já fica com medo. Dói a barriga, a gente fica inquieta. Vai para a rua, volta para dentro. Não trabalha. Fica todo mundo na rua com medo”.
No entanto, desta feita o problema foi mais ameno: “A água chegou até no portão. Dentro de casa não chegou a entrar, mas foi feio. A água subiu meio metro. Ela pulava porque retornava do rio. A gente pediu providências e ninguém tomou”.
Segundo ela, o bueiro está entupido e ninguém atende as reclamações: “Você liga na Daemo e eles falam que é parte da Prefeitura. Liga na Prefeitura, dizem que já vem ver, mas ninguém toma nenhuma providência”.
Segundo ela, já faz quase um ano que tem reclamado dessa situação do bueiro. “Mas até hoje ninguém tomou nenhuma providência”.
De acordo com ela, na mesma velocidade que sobe, o nível da água baixa, permanecendo apenas um lamaçal: “Eu aqui moro no sítio porque a rua está constantemente cheia de barro”.
Mas além do problema da lama que está na rua, ela reclama também da quantidade de ratos e baratas e até do mau cheiro que permanece nas redondezas.
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