30 de janeiro | 2013
Comando da PM confirma disparos de balas de borracha em confronto com grupo de jovens no domingo no centro
O tenente Alessandro Righetti confirmou à imprensa local na tarde da segunda-feira desta semana, dia 28, que policiais da Força Tática de Barretos fizeram disparos de balas de borracha durante o confronto com grupo de jovens na noite do domingo, dia 27, na região central de Olímpia.
Righetti, que é o comandante do pelotão local, também está respondendo interinamente pela 2.ª Companhia da Polícia Militar de Olímpia, em substituição ao capitão Vinícius Zopellari que está em período de férias.
“Gostaria de ressaltar que a polícia trabalha dentro da legalidade. O que aconteceu é que no ano passado aquele local foi tido como ensaio de blocos e teve a aglomeração de pessoas. Só que no ano passado realmente tinha uma autorização, teve contato com o poder público, o que não aconteceu nesse ano. Então, inicialmente, não tinha permissão para aquilo que estava acontecendo”, explica.
De acordo com o tenente, inicialmente os policiais foram ao local para atender reclamações de moradores das redondezas, não apenas do alto volume do som, mas também verificar informações de que no local estaria havendo uso de entorpecentes, inclusive com menores ingerindo bebidas alcoólicas.
“O policiamento, no primeiro momento, foi até o local e tentou realmente orientar, solicitar que baixassem o som, só que não surtiu o efeito desejado. As viaturas passaram na rua novamente e foram vaiadas e até aí a gente até compreende. Não é a todo mundo que agrada e que entende o trabalho da Polícia Militar”, contou.
Entretanto, além das vaias, a situação e o tratamento aos policiais se complicaram, segundo ele: “num segundo momento os policiais retornaram e já foram meio que impedidos de exercer o trabalho e fiscalizar e, isso aí não pode acontecer. A Polícia Militar tem que exercer seu trabalho e a ordem pública tem que ser restaurada quando isso acontecer”.
FORÇA TÁTICA
O comandante explicou porque teve de acionar a Força Tática de Barretos: “foi solicitado apoio da Força Tática porque a gente dispõe de efetivo especializado justamente para isso, para utilizar métodos corretos e o material propício para aquele tipo de conduta. A Força Tática tem treinamento de CDC (Controle de Distúrbio Civil), possui munição química e é o necessário para você dispersar o pessoal. Com a chegada da Força Tática as viaturas (locais) foram ao local novamente, mas algumas pessoas, que ali estavam, não a maioria, se valeram do anonimato e arremessaram à distância, objetos contra os policiais. Arremessaram garrafas, paus, pedras. Isso ai a gente tem apreendido; eu tenho fotos dos locais. Esses materiais, inclusive, foram apreendidos pela autoridade da Polícia Civil”.
“Diante dessa resistência foi feito uso dos meios necessários. Foi feito uso de bomba de efeito moral, o que surtiu efeito porque foi dispersado o pessoal e, na ação policial, quatros pessoas foram detidas”, acrescentou a título de informação.
O tenente Righetti confirmou que, embora não tivessem sido atingidas viaturas policiais, veículos particulares acabaram sendo danificados pela ação de algumas pessoas que estavam jogando pedras: “Uma situação que não pode acontecer. Não foi um simples som alto igual a gente ouviu e viu em muitas redes sociais o pessoal falando que o jovem não pode se divertir. Não é isso”.
Comparando com a situação que ocorre na Avenida 43, em Barretos, durante a festa do peão, Righetti acrescentou: “Não pode simplesmente o local ficar tomado e não pode entrar polícia, não pode entrar o conselho tutelar que é vaiado, é apedrejado e expulso do local. Se a gente recua, da próxima vez é pior. Então, a medida foi adotada, tem previsão legal e não tivermos notícias de pessoas gravemente feridas”.
BALA DE BORRACHA
Quando perguntado sobre disparos de balas de borracha ele confirmou: “Teve disparos sim”. A bala de borracha, segundo o tenente explicou é um artefato que é disparado por uma espingarda calibre 12, mas que não é considerada uma munição letal.
Por outro lado, nega que a questão da perturbação do sossego público tem vigência apenas a partir das 22 horas: “esse horário não existe em lei. A perturbação pode acontecer em qualquer horário”.
Também pelo que explica o comandante, são constantes as reclamações por causa de volume alto de som: “Inclusive no domingo passado, além do que aconteceu, a gente estava com previsão de uma operação voltada para essa aparente incomodação do sossego na avenida”.
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