02 de junho | 2013
MPF já investiga contrato entre Prefeitura de Olímpia e Demop

Isso porque o procurador distribuidor do MPF, Álvaro Stipp, abriu um inquérito civil com a finalidade de apurar suposta fraude ocorrida em licitação realizada pela Prefeitura, durante a gestão do prefeito Eugênio José Zuliani com empresas do grupo.
A licitação foi destinada ao recapeamento asfáltico de ruas da cidade. O valor do contrato entre o município e o Ministério das Cidades é no valor de R$ 105,3 mil e foi assinado no dia 31 de dezembro de 2009.
De acordo com o que foi publicado pelo jornal Diário da Região, de Rio Preto, o MPF abriu também inquérito civil para apurar suspeitas de irregularidades no cumprimento de contratos celebrados entre as empresas Demop Participações Ltda e Scamatti & Seller Infraestrutura com a Prefeitura de Rio Preto.
As duas empresas são apontadas pelo MPF, Polícia Federal e Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (GAECO), como responsáveis por fraudes em pelo menos 78 municípios da região Noroeste.
Desde 2009, os contratos entre a Prefeitura de Rio Preto e as duas empresas, Demop e Scamatti, somam pelo menos R$ 13,4 milhões, com destaque para contrato de R$ 7 milhões firmado em 2012 para recapeamento de toda a região central de Rio Preto.
De acordo com o MPF de Rio Preto, há pelo menos seis meses os contratos já estavam sob análise por meio de um procedimento administrativo e, “sem que estejam presentes elementos suficientes à propositura de ação civil pública ou à promoção de arquivamento, sendo necessárias mais diligências investigativas”, o procurador Eleovan Mascarenhas resolveu instaurar o inquérito.
No entanto, além de Rio Preto, o MPF abriu investigações similares, envolvendo as empresas do grupo Scamatti, em outras cidades da região, como Mirassol e Olímpia.
Em Mirassol, a investigação é feita pelo procurador Svamer Adriano Cordeiro. O objetivo do inquérito é “a apuração de irregularidades na aplicação de recursos federais” a partir do repasse feito pelo Ministério das Cidades.
O repasse na mira do procurador pela União foi de R$ 301,4 mil, relativos a contrato que culminou na licitação de pavimentação asfáltica entre a prefeitura de Mirassol e a Demop. A licitação ocorreu durante a gestão do prefeito José Ricci Júnior no dia 31 de dezembro de 2009. Porém, o MPF já apura outra licitação em Mirassol também para recapeamento no valor de R$ 122 mil.
A improbidade administrativa de agentes públicos lidera o ranking de inquéritos e procedimentos investigatórios instaurados e em andamento pelo MPF. Somente em abril e maio, o MPF de Rio Preto instaurou 16 procedimentos para apurar supostas fraudes em licitações. Todos depois do desencadeamento da operação Fratelli pela Polícia Federal e Ministério Público Federal de Jales, no dia 9 de abril.
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