23 de setembro | 2013

Mulher filma eventual abuso de autoridade praticado por policia militar que trabalha em Monte Azul Paulista

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Uma mulher que se identificou com o nome de Juliana Lourenço, que teria 24 anos de idade, filmou com um telefone celular, uma agressão contra um rapaz que estava sendo abordado pela Polícia Militar na noite do sábado, dia 21. O eventual crime de abuso de autoridade teria sido praticado na Praça Mário Andreazza, no Jardim Antônio José Trindade, conhecido popularmente por COHAB I, zona sudoeste de Olímpia.

Na filmagem, esse policial que estaria atuando em Monte Azul Paulista é visto agredindo um dos rapazes com um soco na barriga, altura do rim e um tapa no rosto. Eram dois rapazes que estavam, inclusive com as mãos na cabeça.

O caso já está sendo investigado pelo comandante interino da 2.ª Companhia da Polícia Militar de Olímpia, tenente Alessandro Roberto Righetti que, segundo consta, teria confirmado que o acusado seria Polícial Militar, mas que trabalharia em Monte Azul Paulista.

De acordo com a informação divulgada pelo repórter João Alberto Prates, da Rádio Menina AM, o eventual abuso de autoridade teria acontecido durante a abordagem para averiguação de tráfico e consumo de drogas na praça, sob o comando do cabo Nairton.

No entanto, pelo menos aparentemente, consta que a situação não teria sido registrada em boletim de ocorrência. Ou, pelo menos, se tivesse um registro, este não teria sido colocado à disposição da imprensa na manhã da segunda-feira, dia 23.

A notícia foi divulgada pelo repórter Valter Caruce na mesma emissora no início da manhã, e foi replicada mais tarde, por volta das 11 horas. De acordo com João Prates, ele teria mantido contato tanto como tenente Righetti, quanto com o cabo Nairton. O comandante teria afirmado que já investiga a situação, enquanto que Nairton teria preferido não se manifestar a respeito, mas apenas informando que os suspeitos teriam jogado um objeto ao chão.

Juliana Lourenço fez as imagens com um telefone celular. “Gravei com celular”, afirmou. Ela teria passado próximo no momento da abordagem e teria sido ameaçada pelo agressor.

Por isso ela teria andado mais um pouco e sentado em um banco da praça e iniciado a filmagem da abordagem e encerrando apenas quando um dos policiais fardados, aparentemente após a liberação dos suspeitos, teria mencionado alguma coisa para ela.

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