24 de novembro | 2013
Família quer processar a Santa Casa e a Bontur para reparar perda de ente falecido após queda
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Sueli afirma que pretende processar a direção da Santa Casa de Olímpia. “A gente vai até as últimas consequências. Isso não vai ficar assim”, enfatizou. Mas também reclama do mau atendimento prestado pela empresa Bontur, que não teria procurado a família para dar alguma satisfação, pelo menos.
“Estou indignada. Nós estamos revoltados e vamos dar prosseguimento. Eu quero ver esse caso resolvido. Tem que ter justiça aqui nessa terra. Como é que deixa uma pessoa na situação que ficou minha mãe”.
Após a queda, segundo ela, foi o fiscal da empresa que acionou o Corpo de Bombeiros para socorrer a mãe, mas que este não demonstrava boa vontade: “Ficou aguardando, mas com aquela cara e ainda bravo e mal educado”.
Além disso, também criticou o motorista que estava fazendo a linha para o distrito de Ribeiro dos Santos naquela manhã: “O motorista pode não ter culpa, mas tem que ter educação com as pessoas. Ele não é uma pessoa capacitada para dirigir aquele ônibus porque ele é ignorante e grosso”.
CRÍTICA AO SISTEMA
O motorista de acordo o que disse se chama Benedito e seria conhecido por Benê: “Ele tinha que ter um bilhete apropriado. O bilhete do idoso não passou ele coloca o dele e libera para passar para traz. Mas não, ele pede para todo mundo descer. Quando barra o bilhete lá ele manda descer e entrar pela porta de traz. Ele ainda foi mal educado. Ele disse que minha mãe estava complicando ele”.
Para ela o sistema deveria favorecer pessoas idosas e deficientes físicos principalmente. Ela reclamou do degrau da escada do ônibus: “Eu não consigo subir”, enfatizou.
Além disso, conta que em São Paulo os ônibus têm o piso mais baixo e praticamente rente às calçadas, facilitando o acesso dessas pessoas. Sueli ainda afirmou que em São Paulo o idoso não precisa ter a carteirinha. Segundo ela, o idoso tem acesso ao transporte apenas apresentando a cédula de identidade ou mesmo a carteirinha de idoso. Em seguida entra no ônibus pela porta da frente e já senta nos bancos reservados que ficam na parte da frente. Ao contrário, aqui os idosos têm de passar e procurar bancos para sentar na parte de traz.
OUTRO CASO
Por outro lado, Sueli contou que essa não foi a primeira vez que a mãe teve problemas em um ônibus da empresa Bontur. Certa ocasião, aproximadamente dois anos atrás, ela estava em um deles e o motorista passou correndo em uma valeta e ela foi atirada para cima, bateu a cabeça no teto e desmaiou.
Consta que durante pelo menos alguns dias a aposentada reclamava de dores pelo corpo. Ocorre que desta feita o caso passou despercebido inclusive porque não houve nem mesmo o registro de um boletim de ocorrência policial.
Familiares reclamam de demora no atendimento pela polícia civil
Os familiares da aposentada Anézia dos Santos Gonçalves, que faleceu no início da madrugada da quinta-feira, dia 21, por volta da meia-noite, estão reclamando também da demora que houve para conseguir serem atendidos pela Polícia Civil de Olímpia.
De acordo com o que foi dito ainda na segunda-feira, dia 18, por Sueli Gonçalves da Cunha, que registrou um boletim de ocorrência apenas nesta sexta-feira, dia 22, eles estavam encontrando dificuldade na Delegacia de Polícia de Olímpia: “Estou indignada porque não conseguíamos fazer o boletim de ocorrência. Chegamos à delegacia e ele falou que se o ônibus estivesse andando faria o boletim de ocorrência. Caso contrário não”.
Contou também que ainda na terça-feira, dia 19, procurou registrar o caso na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), de Olímpia, mas que também não conseguiu, inicialmente porque a justificativa foi que a delegada não se encontrava. Os funcionários teriam ficado inclusive de telefonar para a família quando ela chegasse, mas isso também não aconteceu. “Eu acho um absurdo”.
Mas antes disso, segundo Marcos, que se identificou como sendo neto da aposentada, a polícia – não falou se a militar ou a civil – chegou a ser acionada para ir a Santa Casa por conta dos problemas que estavam encontrando no hospital por causa da falta de vagas na UTI e até de médico plantonista.
“Nós chamamos os policiais. Eles foram ao hospital e não entraram. Ficaram na calçada e falaram que não podiam fazer nada porque era o regimento do hospital e que cada hospital da região tem seu regimento e não podiam ferir o regimento do hospital. Encaminharam-nos para uma delegacia para fazer uma ocorrência, entraram na viatura e saíram como se não tivesse acontecido nada”.
Mas a situação em relação ao registro policial foi resolvido apenas na sexta-feira: “Só hoje que a gente foi conseguir fazer um boletim de ocorrência diretamente com o delegado, para podermos manifestar alguma coisa depois”.
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