30 de abril | 2014
Centralização do 190 em Ribeirão Preto está causando confusão e falta de atendimentos de chamadas da população da região
A centralização do telefone 190 da Polícia Militar em Ribeirão Preto, está causando confusão e até a falta de atendimento de chamadas solicitadas pela população. Isso pelo menos é o que se pode entender de uma informação publicada na quarta-feira, dia 30, pelo jornal Folha de São Paulo, caderno Ribeirão.
Por isso, segundo o jornal, o secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo, Fernando Grella Vieira, vai determinar que a Polícia Militar faça um estudo técnico para avaliar a possibilidade da descentralização das chamadas de 190 na região.
Desde o ano passado, as ligações feitas por moradores de Araraquara, São Carlos e Franca são atendidas no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar) de Ribeirão Preto, principalmente.
Porém, a medida tem gerado reclamações da população dessas cidades. No caso de Olímpia, embora não se tenha confirmação oficial, o sistema também já teria sido adotado.
A principal queixa é sobre a falta de conhecimento dos atendentes em relação aos municípios vizinhos, ocasionando atrasos nos atendimentos e equívocos na localização de endereços.
Na segunda-feira, dia 28, vereadores dos três municípios se reuniram com Grella e pediram para que o 190 retorne às suas cidades de origem. "Essa centralização deve ter uma revisão urgente. O atendente acaba passando insegurança a quem ligou por ajuda", afirmou João Farias, presidente da Câmara de Araraquara.
Os parlamentares levaram as queixas da população ao secretário e os problemas já registrados – como o que aconteceu em São Carlos. O Copom recebeu uma ligação de uma vítima de roubo, na Rua General Osório. No entanto, os policiais foram atender a ocorrência na rua que tem o mesmo nome, em Ribeirão Preto.
Telefone de emergência, o 190 de Ribeirão Preto recebe uma média de 7.300 ligações por mês, de acordo com dados da própria polícia. O atendimento passa por triagem e depois de finalizada a ligação, a solicitação é encaminhada para os policiais da cidade responsável.
Não há data prevista para que a conclusão do estudo técnico. Mas em nota enviada pela assessoria de imprensa da SSP, o secretário disse apenas que garantiu aos vereadores que a PM fará um estudo para corrigir eventuais falhas.
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