16 de maio | 2014

Justiça local decreta prisão e avô e pai de menina abusada são presos em Severínia

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O avô e o pai da menina que teria sido abusada sexualmente por um caseiro num rancho à beira do rio cachoeirinha (foto), Carlos Roberto Lopes Guevedo, de 45 anos de idade, e Jean Carlos Aparecido Guevedo, de 24 anos, foram presos preventivamente pelas polícias Civil e Militar no início da noite de ontem, por volta das 18 horas, em Severínia. As prisões foram decretadas pelo juiz da 3.ª vara de Olímpia, Eduardo Luiz de Abreu Costa.

“Fizemos um trabalho de investigação onde a vítima do decepamento e uma testemunha reconheceram o Jean Carlos e seu pai Carlos Roberto, como sendo as pessoas que o procuraram no sitio onde trabalhava. Depois do convencimento que eles eram realmente o autores do crime, pedimos na justiça a prisão preventiva de ambos. Ouve a concordância do Ministério Publico e posteriormente a expedição do mandato pelo Juiz”, explicou o delegado responsável pelo caso Marcelo Puppo de Paula, ao site comarcaweb.

 Diante do fatos, na tarde da sexta-feira, 16, em uma ação conjunta da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal, os comerciantes de Severínia Jeam e Carlos foram presos; Jeam, no momento em que estava trabalhando na lanchonete da família e seu pai em sua residência. Nenhum dos dois resistiram a prisão.

Jeam e Carlos Roberto, além de pai e filho, são comerciantes proprietários da Zebras Spagheteria Show em Severínia, que já foi até destaque em matéria do jornal Diário da Região de São José do Rio Preto. Os dois estão encarcerados na cadeia pública de Severínia.

O CASO
Como se recorda, o delegado foi chamado no fim da tarde do domingo, 4, para atender a ocorrência de um suposto estupro de vulnerável. Ele apurou com familiares que a garotinha estava junto com outras duas crianças na chácara quando teria sido chamada pelo caseiro para ver uns peixinhos. O homem, segundo a versão contada pelos parentes, teria pedido às outras duas crianças para pegar ração. “Nesse momento o homem ficou sozinho com a menina. A criança estava com os avós maternos na chácara e no começo da noite voltou para casa”, afirma o delegado.

Já em casa, em Severínia, após tomar banho, a menina disse à mãe que “o vovô do sítio” teria esfregado os dedos em seu órgão genital. Diante do revelado pela filha, a mãe ligou para a polícia e registrou o boletim de ocorrência. “Imediatamente eu mandei a garota para o IML de Barretos para fazer os exames periciais. O laudo acusa que ela é virgem, porém constam assaduras na região genital, o que pode ou não confirmar a violência sexual. Outros exames (como a análise da calcinha) podem provar se houve ou não, mas agora o caso será investigado pela DDM de Olímpia”, disse.

Os familiares da criança disseram que “acharam pouco” o que aconteceu com o caseiro. “Onde já se viu abusar de uma menina inocente. Segunda-feira, inclusive, foi aniversário dela”, afirmou a mãe, que disse que a filha voltou a usar fraldas após o suposto abuso.

Menos de 24 horas após o caso ser registrado, o caseiro foi encontrado amarrado a uma árvore sem o pênis. O homem, à época não teve o nome divulgado era caseiro de uma chácara em Olímpia, foi encontrado na manhã de segunda-feira, 5, com os pés e as mãos amarrados numa árvore e com o pênis decepado. O órgão genital estava ao lado da vítima dentro de uma sacola plástica.

Sem sucesso
O caseiro segundo informações da Santa Casa de Barretos, para onde foi levado após ser atendido na UPA de Olímpia, não conseguiu ter o pênis reimplantado. No entanto, os três dedos que também haviam sido cortados tinham sido reimplantados com sucesso.

No entanto, consta que FSC, que estava internado na Santa Casa de Barretos, deixou o hospital no final da tarde da terça-feira, dia 13, e foi levado para a Delegacia Seccional de Barretos, de onde seria transferido e encarcerado na cadeia pública de Severínia. É que a justiça da comarca de Olímpia decretou a prisão preventiva do caseiro que está sendo acusado de ter praticado abuso sexual contra a criança AMG, de apenas três anos de idade.

No entanto, o laudo do Instituto Médico Legal (IML) de Barretos sobre o suposto crime sexual não confirmou a violência. O documento informa que a menina apresentava “assaduras na região vulvar”.

Segundo a delegada Maria Tereza Ferreira Vendramel, responsável pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), “uma série de fatores probatórios, conseguidos no decorrer da investigação, em que a DDM trabalhou, comprovou que a menor, perante a lei, sofreu um estupro de vulnerável”.

Embora não tenha ficado comprovada que tenha havido a penetração a lei prevê a figura típica de "ou praticar outro ato libidinoso com menor de 14 (catorze) anos" o que também caracteriza estupro de vulnerável, crime que é investigado pela DDM.

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