10 de agosto | 2008
Cerca de 50 policiais civis devem entrar em greve em no dia 13

"O serviço vai parar e essa é a nossa pretensão. Manteremos apenas os serviços quando houver casos de flagrantes. Mas o importante é que a sociedade tenha consciência de que as reivindicações são justas e merecidas", argumentou em entrevista que concedeu na tarde desta sexta-feira, dia oito, à reportagem desta Folha.
Segundo o delegado, há bastante tempo tentam negociar com o Governo do Estado, mas não têm obtido sucesso: "Não há condições sequer de sentar à mesa para ouvir alguma coisa. Ninguém fala nada para a gente e nós estamos sendo tratados de forma muita injusta".
Entretanto, embora ressalte que quando iniciou a carreira a remuneração de delegado era em torno de 25 salários mínimos e atualmente são de 10 mínimos, ressalta que o movimento não é apenas no sentido de obter vantagens salariais.
"O governo já protela há algum tempo uma lei que faz a reestruturação das nossas carreiras policiais e, estamos também argüindo que todos os benefícios pagos em adicionais para os que trabalham e, que conseqüentemente não são integrados, sejam incorporados aos salários pagos aos aposentados", explica.
O movimento, além dos serviços de investigação, também prejudicará a população em outros vários aspectos. De acordo com Brocanello, não serão expedidas cédulas de identidade (RG) e atestados de antecedentes. "Provavelmente, a Ciretram (Delegacia de Trânsito) também deve parar e não vai haver a emissão de documentos e isso gerará um problema muito grande para a sociedade", acrescentou.
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