08 de dezembro | 2008
Ônibus que caiu no Turvo estava aprovado pelo DER
O ônibus que se envolveu no acidente sobre a ponte do rio Turvo, na divisa dos municípios de Olímpia e Guapiaçu, que, depois de tocado na traseira por uma carreta, acabou jogado dentro da água deixando três vítimas fatais e dezenas de feridos, alguns com determinada gravidade, estava habilitado pelo DER (Departamento de Estrada de Rodagem) para atuar no transporte de trabalhadores rurais.

Da mesma maneira que fez recentemente, Sanches volta a afirmar que os rurais são transportados por veículos sucateados e que servem mais para atuarem no transporte coletivo urbano. "Esses são os que estão sendo usados para fazer o transporte de trabalhadores. Isso tinha que ser melhorado", reclama.
Porém, para Sanches o fato de se tratar de um veículo mais antigo e, portanto, mais lento que a carreta que o atingiu, não deve ser apontado como motivo para o acidente. Ele avalia que não é a velocidade mais alta que vai melhorar as condições de transporte do trabalhador rural.
Ele cita, por exemplo, que é comum no local ter radares de controle de velocidade e o motorista do ônibus pode até ter diminuído a velocidade por essa razão e surpreendido o motorista da carreta que dirigia em alta velocidade. "É bem provável que ele estava em alta velocidade e acabou empurrando esse ônibus da forma que fez nesse acidente", deduz.
No caso desses trabalhadores, Sanches não espera encontrar problemas administrativos, até porque estavam registrados na empresa que trabalham e que acredita fará tudo para atender as necessidades deles. Mesmo assim disse que está atento para ampará-los na medida em que necessitarem: "A empresa pelo jeito é idônea".
Já em relação às vítimas fatais, informou que há o acordo coletivo que inclui seguro acidente também por morte. A família pode, também, requisitar, além do auxílio funeral, o direito de pensão ao qual tem direito do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social).
"Sei que isso não é tudo e que não vai trazer a vida de volta, mas tenho certeza que dá pelo menos para amenizar um pouco as dores da família. O que a gente lamenta é que foram três mortes", comentou Sanches.
Poderia ser pior
Porém, o receio do sindicalista é que tudo poderia ser pior. Ele conta que o setor da citricultura é o mais desorganizado, com muitos trabalhadores atuando avulsos e sem nenhuma proteção trabalhista.
"A minha preocupação é que o setor da citricultura é o que está mais desorganizado e há várias turmas na região trabalhando avulso. Aí fica a preocupação. Já pensou se fosse uma turma que não tivesse registro em carteira? A preocupação seria maior", finaliza.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!






