16 de dezembro | 2015
Eventual bate-boca entre funcionários da Câmara de Olímpia vira caso de polícia
Um eventual bate-boca que teria ocorrido entre o funcionário público municipal, que é concursado para exercer a função de controlador interno da Câmara Municipal de Olímpia, Elton Aparecido Lourenço, e a funcionária comissionada que ocupara o cargo de chefe de gabinete do presidente do legislativo, vereador Luiz Antônio Moreira Salata, advogada Cláudia Regina da Silva, teria sido a causa de mais um caso de polícia na política local.
Consta que, depois de obter algumas informações que indicavam o que Elton Aparecido Lourenço entende por uma virada de mesa, com uma possível afirmação de que havia agredido a funcionária, ele procurou a Delegacia de Polícia para registrar um boletim de ocorrência. Consta que o entrevero teria ocorrido no início da tarde de terça-feira, dia 14, por volta das 12h05, mas o possível fato foi comunicado somente por volta das 16h45.
Ao delegado Ricardo Afonso Rodrigues, Elton Aparecido Lourenço declarou que uma de suas atribuições do cargo que ocupa na câmara, controlador interno, é fiscalizar a frequência dos servidores, entre eles aqueles comissionados e também a execução orçamentária de contratos administrativos.
De acordo com o que consta na polícia, ele teria protocolado um requerimento no dia 24 de novembro de 2015, endereçado ao presidente da Câmara Municipal, vereador Luiz Antônio Moreira Salata, solicitando que fossem tomadas providências em relação a um contrato administrativo, que no seu entendimento, estaria causando dano ao erário e que, em relação a esse requerimento, Salata teria o prazo (que seria regimental) de 15 dias para responder.
“No entanto, segundo consta no BO, até a presente data (terça-feira, dia 14), não houve nenhum despacho. A empresa, objeto desse contrato também protocolou requerimento no mesmo dia e obteve manifestação da presidência na mesma data”, consta em trecho do boletim registrado na Delegacia.
Ocorre que, na terça-feira, dia 15, ele teria ficado aguardando a chegada à Câmara da funcionária que é chefe de gabinete de Salata, Cláudia Regina da Silva, indicada ao cargo pelo próprio presidente da Câmara, para que interferisse junto a presidência e “verificasse se (Salata) já havia despachado o documento”.
Teria sido nesse ponto da conversa entre ambos, segundo consta na polícia, Cláudia Regina da Silva teria reagido de “forma arbitrária e ofendendo-o moralmente, xingando” (sic), consta no mesmo boletim. “Foi posto para fora da sala, ouvindo dela que se reportasse diretamente ao presidente”, acrescentou.
Também consta na polícia que “assim, ele foi embora e retornou depois do almoço sabendo então, por outros funcionários que a Cláudia e o presidente Salata tinham simulado uma situação contra ele acusando-o de ter agredido a Cláudia e para tanto eles teriam procurado a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) para que ela fosse atendida”.
Também no boletim “ele esclarece ainda que eles estão tentando inverter a situação posto que o presidente se sente incomodado com sua presença na Câmara uma vez que se dispôs a denunciar a autora (Cláudia) por não cumprir sua jornada de trabalho aparecendo no serviço quando quer, fato ocorrido nesta data (3.ª feira, 15), quando ela chegou no trabalho depois do meio dia. Se compromete a apresentar cópia da mídia, eis que a conversa com a autora (Cláudia) foi gravada”.
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