12 de agosto | 2018

Desempregado e auxiliar de enfermagem passam de vítimas de tribunal do PCC a acusados de vários crimes

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Um caso estranho que teria ocorrido no dia 24 de julho, quando a Força Tática de Barretos prendeu, naquela cidade, nove pessoas suspeitas de pertencerem a uma facção criminosa e que estaria prestes a executar uma “sentença” do “Tribunal do Crime” em que poderiam até perder a vida um olimpiense atualmente morando em Guaraci e sua cunhada, uma auxiliar de enfermagem de Olímpia, acabou tendo outra mudança brusca esta semana: os dois foram denunciados pela promotoria de Barretos e foram presos no início da noite de sexta-feira, 10 de agosto.

O desempregado e ex-presidiário Gleison Bento da Silva, natural de Olím­pia, 29 anos, morador do Jardim São Vicente, em Guaraci, foi preso na tarde de sexta-feira naquela cidade e encaminhado para Barretos e a auxiliar de enfermagem, Patrícia Maria Cristófole Gomes, 40 anos de idade, moradora no Santa Fé, também foi presa, mas em Olímpia e teria si­do apresentada na delegacia local no início da noite.

O caso que chamou a atenção da imprensa regional por ter registrado uma prisão de quase 10 pessoas e a libertação de dois sentenciados pelo Tribunal do Crime (PCC – Primeiro Comando da Capital), na semana passada havia tido uma reviravolta com Patrícia registrando ocorrência acusando a Força Tática de ter forjado o flagrante e que não haveria nenhum tribunal do crime, mas apenas arbitrariedade e abuso de poder por parte dos policiais militares.

A polícia civil de Barre­tos, no entanto, deu seguimento ao inquérito policial e descobriu que na verdade os dois teriam participação direta no caso. Após receber a documentação, o promotor de Barretos denunciou os envolvidos e pediu a prisão preventiva de Patrícia e seu cunhado Gleison, que foram presos na noite de sexta-feira, 10 de agosto.

Os dois envolvidos vão responder pelos crimes de organização criminosa, cárcere privado e associação para o tráfico. Já a auxiliar de enfermagem ainda deverá responder também por falsa comunicação de crime.

 

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