24 de fevereiro | 2019

Laudo confirma que inalação de gás de refrigeração foi a causa da morte de casal encontrado no resort

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DA REDAÇÃO COM TV TEM

A polícia civil de Olímpia informou esta semana que um laudo do Instituto Médico Legal de Barretos confirmou que a causa da morte do casal encontrado no quarto de um resort local foi a inalação do gás freon, utilizado em aparelhos de refrigeração.

“O laudo chegou há poucos dias e nele confirma a morte pela inalação do gás. Ao que tudo indica, eles cheiraram o gás e morreram por causa da inalação dele”, disse o delegado Ricardo Afonso Rodrigues para a TV Tem de São José do Rio Preto.

Edson Fernandes Lopes, de 24 anos, e a namorada dele, Rubia Alves de Oliveira, de 22 anos, moravam em Guarulhos (SP) e estavam prestando serviço terceirizado em uma pista de patinação que funcionava no Olímpia Park Resort.

O circuito de segurança do hotel registrou o momento em que Edson saiu do quarto onde o casal dormia, foi para fora do hotel até um caminhão, pegou o botijão com gás freon e retornou ao quarto do hotel.

O botijão de gás freon estava ao lado da cama onde Edson foi encontrado morto – a mangueira acoplada no equipamento estava próxima à boca dele. O corpo de Rubia foi encontrado sem sinais de lesões de defesa.

Um colega do casal foi quem encontrou as vítimas mortas e prestou depoimento como testemunha. De acordo com a polícia, ele disse que já tinha visto Edson brincando de inalar o gás encontrado ao lado dos corpos.

“Esse gás era próprio do trabalho dele, ele havia feito um curso específico sobre refrigeração e sabia do risco da inalação do gás. Anteriormente ele já havia até inalado o gás na presença de outras pessoas”, afirmou o delegado para a TV Tem.

Com a confirmação da perícia sobre a causa da morte, comenta-se nos meios policiais que o caso deva ser encerrado em razão da não existência de qualquer suspeita de que possa existir um terceiro envolvido na situação. Ou seja, mesmo que o rapaz tenha obrigado a namorada a inalar o gás, cuja tese, ao que se informa, também não teria embasamento comprobatório, o que configuraria o chamado “femini­cídio”, o possível acusado também morreu.

 

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