19 de maio | 2019

Morte de estudante de 21 anos vira mais um BO contra a UPA

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A morte da estudante Larissa Alves Matheus, de 21 anos de idade, na madrugada da segunda-feira desta semana, dia 13, por volta das cinco horas, acabou virando mais um caso de polícia contra a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) local. Isso porque um boletim de ocorrência de morte suspeita foi registrado na Delegacia de Polícia da Estância Turística de Olímpia, às 8h26, pela sogra de Larissa, a barman Valquíria Andreia Lopes da Silva.

Consta no histórico do boletim de ocorrência, que Larissa Alves Matheus, residia com Valquíria há certa de sete anos e na sexta-feira da semana passada, dia 10, começou a se queixar de dor na barriga e estava vomitando muito.

Valquíria declarou que levou Larissa até a UPA local, onde inicialmente o diagnóstico foi negativo para dengue e que se tratava de uma infecção na bexiga, passando alguns medicamentos para que ela tomasse em casa.

A declarante comprou os medicamentos prescritos, porém como Larissa não melhorou, no dia seguinte, sábado, dia 11, a levou novamente à UPA, desta vez além da infecção na bexiga, foi diagnosticada com dengue, sendo que o médico passou outros medicamentos, sulfato ferroso e bromoprida (receituário anexo), foi medicada e liberada.

Ocorre que no domingo, dia 12, Larissa ainda não tinha apresentado nenhuma melhora e foi levada novamente à UPA com muitas dores na barriga, onde foi ministrado o medicamento Tramal. Como Larissa não melhorou com a aplicação de tal medicamento, aplicaram Morfina e neste momento Larissa travou, ficando completamente imóvel, alegando que não conseguia se mexer.
Em seguida Valquíria solicitou que Larissa fosse transferida para a Santa Casa local. Larissa foi transferida às 20h30 do dia 12 e quando ela indagou o que constava na transferência, foi informada que a UPA alegou que se tratava de um caso simples de dengue, não informando sobre os medicamentos que haviam aplicado em Larissa.

A Santa Casa não permitiu nenhum acompanhante para ficar com Larissa e na segunda-feira, dia 13, recebeu uma ligação da mãe de Larissa, às 5:00, informando que Larissa seria transferida da Santa Casa para Barretos-SP, porém, quando chegaram no local, foram informados que Larissa já havia falecido.

O médico não soube informar a causa da morte de Larissa, razão pela qual o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Barretos para melhor apuração.

 

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